O PS-M quer que o Governo Regional calcule e torne público o número de médicos e outros profissionais de saúde que se irão aposentar nos próximos anos. O objectivo é, com essa previsibilidade, não só assegurar a substituição daqueles que se reformam e continuam por substituir em alguns centros de saúde, como também garantir os recursos humanos adequados já a pensar na fase de transição para o novo hospital.
Este foi um dos temas que esteve em cima da mesa numa reunião mantida, esta tarde, entre os socialistas e a direção do Conselho Médico da Região da Ordem dos Médicos.
As previsões apontam que, nos próximos cinco anos, 10 a 15% dos médicos irão aposentar-se, sendo necessário acautelar a sua substituição.
Célia Pessegueiro referiu que a existência desta previsibilidade tem várias vantagens. Por um lado, o cálculo do número de médicos e outros profissionais de saúde que serão necessários revelar-se-á fundamental para preparar a fase de mudança para o novo hospital. “É preciso preparar bem esta transição e garantir sempre a rectaguarda do hospital Nélio Mendonça e das outras estruturas de saúde” antes de se avançar, adiantou a presidente do PS-M, sublinhando que é preciso resolver à priori problemas como as chamadas altas sociais, que afectam largamente os atos médicos e a capacidade de resposta à população, e que não podem transitar para a nova unidade hospitalar.
Do mesmo modo, este planeamento será determinante para suprir as necessidades que se verificam em alguns centros de saúde, cujos médicos se aposentam e não são substituídos, condicionando a resposta aos utentes. “Afirma-se normalmente que há cobertura de 100% de médico de família na Região, mas pelo menos 20% da população que se inscreve não tem médico de família”, disse Célia Pessegueiro, dando nota que este é um dado também apontado pela própria Ordem profissional.
Por outro lado, esta previsibilidade poderá ser decisiva para que os jovens que ingressam no ensino secundário possam optar, se assim o entenderem, pela área da saúde que terá mais necessidades e, consequentemente, mais saídas profissionais.
Outra das questões debatidas – e que é defendida pela Ordem – foi a transposição para a Região do ‘regime da dedicação plena’. Uma solução que contribuiria para uma maior disponibilidade e fixação dos médicos no Serviço Regional de Saúde, através da sua valorização e do aumento dos seus vencimentos, já que os mesmos têm sido penalizados e não têm visto serem actualizados os seus salários na proporção que seria desejável para profissionais com estas responsabilidades.
A importância de alargar os rastreios a outras áreas, como por exemplo o rastreio do cancro do pulmão (como tem sido defendido pelo PS), foi também abordada, com a líder dos socialistas a salientar que estes despistes são fundamentais para detetar atempadamente os problemas de saúde, fazer aumentar as hipóteses de cura e diminuir a mortalidade.
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