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25 de setembro de 2015: a adoção da Agenda 2030
A 25 de setembro de 2015, os 193 Estados-membros das Nações Unidas adotaram, por unanimidade, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), num marco histórico que redefiniu as prioridades globais para as décadas seguintes.
Contexto e significado da data
A adoção ocorreu na abertura da Cúpula da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável 2015, em Nova Iorque, entre 25 e 27 de setembro, reunindo mais de 150 chefes de Estado e de Governo. O documento aprovado — intitulado “Transformando o Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” — entrou em vigor a 1 de janeiro de 2016 e estabeleceu um plano de ação universal para erradicar a pobreza, proteger o planeta e promover a prosperidade partilhada até 2030.brasil.un+5
A data ficou inscrita nas efemérides internacionais e, em Portugal, foi oficialmente instituída como Dia Nacional da Sustentabilidade pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 56/2023, precisamente por marcar a adoção dos ODS.
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
A Agenda 2030 estrutura-se em 17 Objetivos e 169 metas, integrados e indivisíveis, que equilibram as dimensões económica, social e ambiental do desenvolvimento. Os ODS sucederam aos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), ampliando o escopo e a ambição da ação global.
Os 17 ODS são:
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Erradicação da pobreza – Acabar com a pobreza em todas as suas formas e em todos os lugares.
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Fome zero e agricultura sustentável – Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e promover a agricultura sustentável.
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Saúde de qualidade – Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos.
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Educação de qualidade – Garantir educação inclusiva, equitativa e de qualidade.
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Igualdade de género – Alcançar a igualdade de género e empoderar todas as mulheres e meninas.
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Água potável e saneamento – Garantir disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento.
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Energias renováveis e acessíveis – Assegurar acesso a energia barata, fiável e sustentável.
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Trabalho digno e crescimento económico – Promover o crescimento económico inclusivo e o emprego digno.
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Indústria, inovação e infraestruturas – Construir infraestruturas resilientes e promover a inovação.
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Reduzir as desigualdades – Reduzir as desigualdades dentro e entre países.
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Cidades e comunidades sustentáveis – Tornar as cidades inclusivas, seguras e sustentáveis.
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Produção e consumo sustentáveis – Assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis.
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Ação climática – Agir urgentemente para combater as alterações climáticas.
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Proteger a vida debaixo de água – Conservar e usar sustentavelmente os oceanos e recursos marinhos.
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Proteger a vida sobre a terra – Proteger ecossistemas terrestres e travar a perda de biodiversidade.
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Paz, justiça e instituições eficazes – Promover sociedades pacíficas e instituições justas.
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Parcerias para a implementação – Reforçar os meios de execução e revitalizar a parceria global.
Os “5 P” da Agenda 2030
A Agenda organiza-se em torno de cinco prioridades críticas, conhecidas como os 5 P:brasil.un+1
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Pessoas – Erradicar a pobreza e a fome, garantir dignidade e igualdade.
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Planeta – Proteger os recursos naturais e o clima para as gerações futuras.
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Prosperidade – Assegurar vidas prósperas e plenas em harmonia com a natureza.
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Paz – Promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas.
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Parcerias – Implementar a Agenda através de parcerias globais solidárias.
Relevância jornalística e política
Para o jornalismo, a data de 25 de setembro oferece um ângulo de serviço público e verificação: permite avaliar, ano após ano, o progresso (ou retrocesso) dos países — incluindo Portugal e as regiões autónomas — na implementação das metas. A data também é usada como gancho para reportagens sobre políticas públicas, financiamento, cooperação internacional e responsabilidade corporativa.
Em termos políticos, a adoção da Agenda 2030 representou um consenso raro entre 193 Estados, com implicações diretas em orçamentos nacionais, legislação setorial e indicadores de desempenho governamental.
Efeméride em perspetiva
Passados mais de dez anos sobre a adoção, a Agenda 2030 permanece como referência central em debates sobre transição ecológica, justiça social e governança global, embora o ritmo de implementação tenha sido considerado insuficiente face à urgência das crises climáticas, humanitárias e económicas.
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