Desemprego registado recua 1,8% na Madeira e aumenta 1,7% no País, diz a SRITJ

Segundo uma informação da Secretaria Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, a Região terminou Agosto com 4.871 desempregados inscritos, menos 10,5% do que há um ano e menos 1,8% face a Julho. O desemprego de longa duração recuou 11,2% em termos homólogos e número de jovens desempregados mantém-se abaixo do registado em Aagosto de 2025.
Assim, a Região Autónoma da Madeira voltou a registar uma redução do desemprego registado em agosto de 2026, tanto em termos homólogos como relativamente ao mês anterior.
De acordo com os dados do mercado de emprego, no final do mês estavam inscritos no Instituto de Emprego da Madeira (IEM) 4.871 desempregados, menos 571 do que em Agosto de 2025, o que corresponde a uma redução homóloga de 10,5%.
Face a Julho, a Madeira contabilizou menos 90 desempregados, uma diminuição de 1,8%. Trata-se do número mais baixo de desempregados registados na Região desde o final de 2002, quando se contabilizavam 4.694 pessoas nessa situação.
A evolução regional distingue-se igualmente da verificada no conjunto do País. Em Agosto, o desemprego registado em Portugal aumentou 1,7% relativamente ao mês anterior, correspondente a mais 4.623 pessoas, enquanto na Madeira diminuiu 1,8%, refere a nota divulgada à Imprensa.
Em termos homólogos, o desemprego registado diminuiu tanto na Madeira como no País, sendo a redução regional de 10,5% superior à diminuição nacional de 9,3%. Entre as regiões do País, a Madeira registou a segunda maior redução homóloga, depois do Norte (-14,9%).
Para a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, os resultados confirmam uma evolução positiva do mercado de trabalho regional, particularmente relevante num contexto em que os níveis de desemprego se encontram já em valores historicamente baixos.
“É particularmente significativo que a Madeira continue a reduzir o desemprego registado quando partimos já de valores historicamente baixos. Em Agosto, voltámos a diminuir o número de pessoas desempregadas, quer face ao mês anterior, quer relativamente ao ano passado, num mês em que, no conjunto do País, o desemprego registado aumentou em termos mensais”, refere Paula Margarido.
Os dados do desemprego registado surgem num contexto igualmente positivo evidenciado pelo Inquérito ao Emprego. No segundo trimestre de 2026, a taxa de desemprego na Madeira fixou-se em 3,5%, a mais baixa do País, enquanto a população empregada atingiu 137,8 mil pessoas e a população ativa 142,8 mil, ambos máximos da atual série estatística.
“Estes indicadores revelam um mercado de trabalho regional com capacidade para gerar oportunidades e uma participação elevada da população no mercado de trabalho. O dinamismo das empresas é determinante neste percurso. Ao Governo Regional e ao IEM cabe continuar a criar condições para aproximar quem procura emprego das empresas que procuram trabalhadores, reforçar qualificações e apoiar particularmente as pessoas que enfrentam maiores dificuldades de integração profissional”, acrescenta a governante.
No final de Agosto, o número de desempregados de longa duração diminuiu 4,3% relativamente a Julho, correspondendo a menos 85 pessoas. Na comparação com Agosto de 2025, a redução foi de 11,2%, equivalente a menos 241 desempregados. Este grupo representa actualmente 39,3% do total de desempregados registados na Região.
Entre os jovens com menos de 25 anos, verificou-se uma redução homóloga de 3,6%, correspondente a menos 26 jovens inscritos. Em termos mensais, registou-se um aumento de 7,3%, mantendo-se, ainda assim, o número de jovens desempregados abaixo do observado em Agosto de 2025.
Paula Margarido sublinha a particular relevância social da redução do desemprego de longa duração.
“Reduzir o desemprego é importante, mas reduzir o desemprego de longa duração tem um significado acrescido. Estamos a falar de pessoas para quem o regresso ao mercado de trabalho pode ser mais difícil, designadamente em função das qualificações, da idade ou de períodos prolongados de afastamento da actividade profissional. Cada integração representa uma oportunidade de recuperar autonomia, rendimento e perspectivas de futuro”, afirma.
A secretária regional destaca igualmente a importância de continuar a apoiar a entrada dos jovens na vida ativa, através das medidas de estágio, formação, experiência profissional e incentivos à contratação promovidas pelo Governo Regional, através do IEM.
Outro indicador relevante é o número de desempregados inscritos ao longo do mês. Em Agosto, registaram-se 686 novas inscrições no IEM, menos 3,0% do que em julho e menos 2,4% relativamente a agosto de 2025.
Na comparação homóloga, a evolução regional foi diferente da observada no conjunto do País, onde o número de desempregados inscritos ao longo do mês aumentou 1,3%.
O presidente do Instituto de Emprego da Madeira, Pedro Gouveia, menciona a importância de analisar de forma integrada os diferentes indicadores do mercado de trabalho.
“Temos uma redução do número de desempregados registados no final do mês, menos entradas no desemprego do que em agosto do ano passado e uma diminuição significativa do desemprego de longa duração. São indicadores que importa acompanhar de forma continuada para adequarmos as respostas às necessidades das pessoas e das empresas”, explica.
Pedro Gouveia assinala que níveis reduzidos de desemprego colocam também novos desafios aos serviços públicos de emprego.
“À medida que o número de desempregados diminui, o acompanhamento tende a tornar-se mais exigente e individualizado. Temos de responder às necessidades de recrutamento das empresas e, simultaneamente, reforçar o apoio a quem encontra maiores obstáculos no acesso ao mercado de trabalho. A redução homóloga de 11,2% do desemprego de longa duração reforça a importância de continuarmos a apostar na qualificação, na experiência profissional e na aproximação entre candidatos e empregadores”, acrescenta.
Para Paula Margarido, a prioridade é consolidar os resultados alcançados, promovendo oportunidades de emprego sustentável e percursos profissionais qualificados.
“O objectivo não é apenas continuar a reduzir o número de pessoas desempregadas. É garantir que cada vez mais madeirenses encontram oportunidades de trabalho, desenvolvem as suas competências e constroem percursos profissionais sustentáveis na Região. Os resultados de Agosto são encorajadores, mas reforçam sobretudo a nossa responsabilidade de continuar a trabalhar com as empresas e com os trabalhadores”, conclui.

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