Nova Direita questiona organização dos recursos de enfermagem numa ala do Hospital

O Coordenador  Regional da Nova Direita, Paulo Azevedo, esteve reunido com um grupo de enfermeiros, tendo ouvido diversos relatos e queixas relacionados com a organização, distribuição e gestão dos recursos humanos de enfermagem no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira. De acordo coim os relatos transmitidos, existem serviços que levantam preocupações aos enfermeiros, relativamente à aquisição e armazenamento de material clínico, alegadamente existindo material que permanece sem utilização e que poderá chegar ao fim do prazo de validade.
Se estas informações forem confirmadas, estaremos perante um desperdício de recursos públicos que não pode ser ignorado, diz Paulo Azevedo.
O dinheiro utilizado pelo Serviço de Saúde é dinheiro dos contribuintes. Cada euro gasto em pessoal, material e equipamentos deve ser devidamente justificado e utilizado em benefício dos doentes.
Foram igualmente transmitidas ao Coordenador Regional da Nova Direita preocupações relacionadas com a existência de listas de espera cirúrgicas e com o funcionamento do Programa Adicional de Recuperação de Cirurgias (PRC).
Segundo os testemunhos recebidos, existem profissionais que participam nestes programas com remunerações adicionais, enquanto outros trabalhadores que continuam a assegurar o acompanhamento dos doentes operados nos serviços de destino não receberiam qualquer compensação equivalente.
Foram ainda relatados valores de remuneração associados à realização de cirurgias adicionais que, a confirmarem-se, deverão ser devidamente esclarecidos pelas entidades competentes.
A Nova Direita não pretende fazer acusações sem que os factos sejam devidamente investigados. Diz pretender respostas, transparência e, acima de tudo, uma gestão rigorosa dos recursos públicos.
Por isso, questiona:
Quantos enfermeiros estão atualmente afectos à referida ala do 1.º piso poente?
Qual é a média diária e mensal de ocupação daquela unidade?
Quantos turnos são realizados sem doentes internados?
Quanto representa anualmente, em custos de pessoal, manter aquela estrutura em funcionamento?
Que quantidade de material clínico é requisitada e qual o material que acaba por ultrapassar o prazo de validade?
Qual é o custo anual desse desperdício?
Qual é o número de profissionais envolvidos nos programas adicionais de recuperação de cirurgias?
Quais são os valores pagos a médicos, enfermeiros, assistentes operacionais e restantes profissionais?
Existem diferenças de remuneração entre os profissionais que participam diretamente nas cirurgias e aqueles que recebem e acompanham os doentes posteriormente?
Qual é o verdadeiro impacto destes programas na redução das listas de espera?
A Nova Direita considera que não pode existir uma gestão baseada em “amigos dos amigos” ou em profissionais que acabam por ser “pau para toda a obra”, enquanto outros recursos permanecem subutilizados.
Se estas situações forem confirmadas, é necessário corrigir imediatamente a distribuição dos recursos humanos, canalizando profissionais para os serviços onde existem efetivamente necessidades e onde os trabalhadores estão sobrecarregados.
Não está em causa qualquer enfermeiro individualmente. Está em causa a organização do Serviço de Saúde, a igualdade na distribuição do trabalho e a utilização responsável do dinheiro dos contribuintes.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.