Uma delegação da Direcção Regional da Madeira do PCP reuniu hoje com o Representante da República para aRegião Autónoma da Madeira com o objecvtivo de proceder à apresentação de problemas relacionados com projectos e investimentos públicos fundamentais para o desenvolvimento humano e social da RAM e que dependem de financiamentos directos do Orçamento de Estado.
No final da audiência com o Representante da República, o Coordenador Regional do PCP, Edgar Silva, em declarações à Comunicação Social declarou: “Foram apresentadas diversas questões relativas à gigantesca derrapagem financeira nas obras do Novo Hospital e no respeitante aos inaceitáveis atrasos nas obras”.
De acordo com Edgar Silva, “houve um gravíssimo erro de gestão da obra, cuja responsabilidade é do Governo Regional da Madeira. O fatiamento do projecto foi um erro fatal. Em lugar de um concurso global para um projecto global, os governantes optaram pela multiplicação de concursos públicos para diferentes etapas do projecto, num processo que é insólito em relação à construção de hospitais públicos em Portugal. E os resultados estão à vista! Por isso, temos custos que, por agora, se estimam vir a ser superiores ao triplo do inicialmente programado. Sabendo-se que esta gigantesca derrapagem financeira não decorre apenas de factores impostos pelo mercado”, acusou.
Para o PCP, “é urgente conhecer com rigor quem pagará o que falta para concluir a obra do Novo Hospital. É imperioso saber quem pagará, e na base de que estudos técnicos. É do maior interesse público clarificar quais serão as novas fontes de financiamento”, sentenciou Edgar Silva.
Segundo o mesmo, “o Governo Regional da Madeira tem a obrigação de dizer se já tem ou não um novo estudo de análise de custo/benefício? E quando é que avançam com a realização de um novo estudo de impacto ambiental decorrente das alterações feitas ao projecto inicial do Novo Hospital?”
Neste sentido, Edgar Silva adiantou ainda que “o Governo da República há muito já deveria ter dito se está ou não disponível para cobrir os encargos da gigantesca derrapagem financeira e os sobrecustos necessários à conclusão do Novo Hospital na Madeira? A Madeira precisa saber se o Orçamento de Estado terá ou não os meios financeiros para financiar um projecto altamente deficitário? A Madeira precisa de conhecer se a República considera ou não viável o Novo Hospital?”
De acordo com Edgar Silva, “o Governo Regional da Madeira não pode continuar a enganar a população. Os governantes há muito já deveriam ter informado sobre quando é que o povo desta Região terá direito ao Novo Hospital. O Novo Hospital, que foi prometido para 2024, estará, pelo menos, concluído em 2031? Ou ficará ainda para muito mais tarde? Com que fundamentos se poderá dizer a data em que o Novo Hospital será concluído?”.
Para o PCP, “não só porque estão em causa avultados dinheiros públicos, mas também porque está em causa um projeto de natureza estratégica para o futuro do desenvolvimento humano e social, os governantes há muito que já deveriam ter esclarecido o País acerca deste projecto”.
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