CDS exige explicações sobre atrasos sucessivos na abertura do Mercado do Santo da Serra

O CDS Santa Cruz veio mostrar-se preocupado com o facto de o Mercado do Santo da Serra continuar encerrado. O partido refere de que, nas últimas semanas, elementos da concelhia de Santa Cruz deslocaram-se várias vezes ao local e mantiveram contacto com comerciantes e agricultores, procurando acompanhar a evolução da obra e perceber o que continua a impedir a reabertura daquele espaço.

Inicialmente apresentada como uma intervenção rápida, com uma duração prevista de cerca de três meses, a obra continua por concluir quase 9 meses depois do seu arranque. O mercado permanece fechado, sem que tenha sido apresentada uma explicação pública suficientemente clara para o atraso, o que tem gerado incerteza na população em geral e, em particular, entre aqueles que dependem directamente daquele equipamento, dizem os centristas.

Segundo o CDS Santa Cruz, a situação é particularmente grave no caso dos agricultores, que terão sido abandonados ao longo de todo este processo, sem que tenha havido uma preocupação efectiva em minimizar os prejuízos causados pelos atrasos.

Numa fase inicial, foram colocados num terreno adjacente, sob uma tenda que, segundo o partido, não reunia condições adequadas para o exercício da actividade. Mais tarde, terminado o aluguer dessa estrutura, e já em pleno Inverno, a Câmara desmontou a tenda sem assegurar uma alternativa estável, organizada e condigna, deixando os agricultores expostos às condições próprias dessa altura do ano.

Na prática, acrescenta o CDS, muitos comerciantes, vários dos quais dependem da agricultura para viver, deixaram de conseguir comercializar os seus produtos. Outros, na sua maioria de idade avançada, acabaram empurrados para a venda junto à estrada, sem condições de segurança e sem protecção adequada. O partido refere ainda que alguns chegam ao local pelas 3 da manhã, aos fins de semana, para tentar garantir um espaço de venda, o que, no seu entender, revela o grau de desorganização e a falta de resposta da Câmara.

O CDS Santa Cruz aponta que a Câmara tem vindo a invocar alterações ao projecto para justificar o prolongamento da obra, sem esclarecer com rigor em que consistem essas alterações nem porque não foram acauteladas antes. A concelhia recorda ainda que a própria presidente da Câmara, Élia Ascensão, já reconheceu publicamente falhas no planeamento do projecto.

Para o CDS, estas declarações confirmam a convicção de que a obra foi mal planeada e de que poderá estar aí a origem dos atrasos. O partido exige, por isso, um esclarecimento cabal sobre as alterações introduzidas, o impacto que tiveram no prazo da empreitada e o que falta concluir para que o mercado possa finalmente abrir.

O CDS Santa Cruz sublinha também que a actual presidente da Câmara assumiu, em campanha eleitoral, um firme compromisso com a preservação, o apoio e a valorização da agricultura no concelho, sobretudo da agricultura de subsistência.

No entendimento do partido, a forma como os agricultores têm sido tratados durante o processo do Mercado do Santo da Serra demonstra que a presidente falhou claramente esse compromisso assumido publicamente.

A população do Santo da Serra, os comerciantes e os agricultores merecem saber, com transparência, o que está a correr mal e qual é a data concreta prevista para a reabertura do mercado. Numa obra pública com esta importância para a freguesia, sustenta o CDS, não basta invocar sucessivas alterações ao projeto sem esclarecer em que consistem, anunciar prazos e ir sucessivamente adiando a sua concretização.

Para Lídia Albornoz, líder da concelhia do CDS em Santa Cruz, esta situação reforça aquilo que o partido tem vindo a denunciar: Santa Cruz está a ser governada sem rumo, sem planeamento e sem estratégia. No entender da dirigente, o atual executivo não tem demonstrado capacidade para assegurar uma gestão competente do município. Por isso, lança o repto à presidente da Câmara para que esclareça com urgência os santacruzenses sobre o que continua a impedir a abertura do Mercado do Santo da Serra, porque não foram estas falhas prevenidas atempadamente, o que falta ainda concluir na obra e qual é a data definitiva prevista para a abertura.

O CDS Santa Cruz diz que continuará a acompanhar este assunto e que levá-lo-á à Assembleia Municipal, onde pretende exigir explicações claras, transparência e a identificação dos responsáveis pelo atraso na abertura do Mercado do Santo da Serra, conclui uma nota dos centristas.


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