O Centro Português de Caracas (CPC), um dos principais símbolos da presença madeirense na América Latina, vai investir cerca de três milhões de euros na ampliação das suas instalações. Trata-se de um novo edifício de quatro andares, construído de raiz, cuja conclusão está prevista ainda para este ano, adianta uma nota de imprensa.
A nova infraestrutura vai reforçar a oferta do clube, integrando ginásios, novos campos de padel, parque infantil, áreas de estudo com salas de aula, espaços dedicados à música e às artes, bem como escritórios administrativos.
A informação foi adiantada pelo presidente do clube madeirense, Martin de Abreu, durante a visita do director regional das Comunidades e Cooperação Externa, Sancho Gomes.
“O novo edifício vem complementar um conjunto muito alargado de valências já existentes no Centro Português, reforçando a sua capacidade de resposta e modernizando a oferta dirigida à comunidade”, destacou o governante este sábado, naquele que foi o quinto dia da deslocação oficial à Venezuela.
O CPC dispõe actualmente de um vasto conjunto de infraestruturas e serviços, entre as quais um anfiteatro com capacidade para mil pessoas, campos de futebol, ténis e basquetebol, pistas de bowling e piscinas, incluindo uma olímpica, além de espaços destinados ao folclore e à atividade musical.
Segundo Sancho Gomes, o principal objectivo do investimento passa por envolver as novas gerações: “Este é um sinal inspirador, que nos dá esperança de que as gerações mais jovens se irão renovar e continuar a ser a alma e o sangue madeirenses na diáspora, garantindo a perpetuação da nossa identidade além-fronteiras.”
O responsável disse ainda que este projecto reflete a capacidade de adaptação do movimento associativo: “Estamos a assistir a uma revitalização destas instituições, que procuram dar resposta aos interesses e expectativas das novas gerações, numa altura em que as primeiras vagas de emigrantes estão a envelhecer.”
Com cerca de duas mil famílias associadas, o Centro Português de Caracas continua a afirmar-se como um espaço central da comunidade, assumindo-se como clube, escola e centro cultural. “É um dos maiores símbolos da presença madeirense na Venezuela e desempenha um papel crucial na preservação da ‘Madeirensidade’ na diáspora”, afirmou.
Descrito frequentemente como um “pequeno país dentro da Venezuela”, o CPC, que ao longo das décadas tem funcionado como ponto de encontro para as gerações de emigrantes e lusodescendentes, funciona também como uma verdadeira “embaixada” da comunidade portuguesa naquele país, promovendo não só atividades recreativas e desportivas, mas também cursos de língua portuguesa, arraiais madeirenses, concertos e outras iniciativas culturais.
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