Deputados do PSD-M protestam contra “decisão centralista” da Federação de Andebol de Portugal

O Grupo Parlamentar do PSD Madeira apresentou um voto de protesto contra a decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Andebol que sancionou o Marítimo da Madeira Andebol SAD com derrota administrativa e multa, na sequência da não realização do encontro frente ao FC Porto, impossibilitado por constrangimentos aéreos devidamente registados e alheios à vontade da equipa. A deliberação assumida materializa uma opção administrativa que compromete a integridade da competição e subverte a verdade desportiva, dizem os sociais-democratas.A Federação e a própria equipa visitada (FCP) reconheceram, em momento prévio, que “os motivos apresentados constituíam um caso de força maior e eram plenamente válidos, decorrentes de condições atmosféricas adversas e totalmente alheias ao vosso controle”, tendo inclusive sido equacionada uma potencial nova data para a realização da partida. A reversão dessa posição para uma decisão sancionatória evidencia uma atuação incoerente e materialmente injusta, para além de incompreensível, que desconsidera os constrangimentos e especificidades inerentes à condição insular e impõe uma exigência impossível de cumprir.

“Esta decisão representa, em bom rigor, uma leitura centralista do funcionamento das competições nacionais, ignorando a realidade concreta de equipas que dependem de ligações aéreas e que, por isso, enfrentam condicionantes que não encontram paralelo no território continental. Ao fazê-lo, coloca, flagrantemente, em causa o princípio da igualdade de participação e introduz um precedente que mina a confiança entre os agentes desportivos, fazendo prevalecer uma cegueira centralista e prepotente sobre a justiça competitiva e a verdade desportiva”.

No ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia, esta situação expõe a persistência de práticas que colidem com os princípios da coesão territorial e da igualdade entre portugueses. A defesa da verdade desportiva afirma-se, neste contexto, como uma extensão da própria afirmação autonómica e do direito a uma participação plena, digna e equitativa no espaço nacional.

 
O GP PSD/M promete combater em todos os planos, práticas como esta, que atentam contra os princípios autonómicos que têm sustentado o desenvolvimento do País, cuja eficácia está à vista e cujo reconhecimento é hoje incontornável, exigindo-se, por isso, respeito efectivo e tratamento digno para com as Regiões Autónomas.

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