JPP critica outra vez PSD e CDS por causa do subsídio de mobilidade

O Juntos Pelo Povo (JPP) sentenciou esta quarta-feira que “já ninguém consegue ficar indiferente à monumental trapalhada em que PSD/CDS colocaram o Subsídio Social de Mobilidade (SSM), transformando um direito constitucional num inferno para os portugueses das Ilhas”.

“O tempo está a confirmar o que já era esperado com a plataforma digital, mais burocracia, muito mais tempo para validar os reembolsos, papéis e mais papéis, ao ponto de recusarem validar reembolsos que apresentam a factura/recibo, portanto, estamos perante um cenário ainda mais caótico do que era esperado”, lamenta o secretário-geral do JPP, Élvio Sousa.

“O mais estranho em todo este processo”, diz, “é ver o Governo Regional, que desde o início garantiu sempre que tinha representantes da Região no grupo de trabalho que procedeu a estas alterações, afirmar-se surpreendido pelas exigências do Governo da República do PSD/CDS, mas perante toda a trapalhada, tem vindo a lavar as mãos, ataca os partidos que sempre afirmaram, e bem, que a plataforma não resolvia os adiantamentos, para esta semana vir a público dizer que enviou oito ofícios ao Governo da República a pedir correções, ou seja, fica a certeza de que apesar de serem governos da mesma cor política, não se falam, não resolvem o problema, apenas trocam ofícios” refere Élvio Sousa.

Com os bloqueios impostos pela plataforma digital, o JPP antevê para os próximos dias “novos problemas e um sufoco enorme” para as famílias e os jovens estudantes que queiram passar a Páscoa na Madeira: “Vejamos como a incompetência em política acaba por ter um preço alto para as pessoas”, explica Élvio Sousa.

“A necessidade de encontrar um modelo de financiamento para a mobilidade aérea, foi impulsionada, há uma década, pelo facto de, já nessa altura, as viagens para os estudantes atingirem valores incomportáveis em épocas de Natal, Ano Novo e Páscoa. Passados dez anos, em vez de simplificação e fluidez, o processo está inquinado e os responsáveis por toda esta trapalhada não conseguem dizer quando é que colocam um fim em tudo isto.”


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