Neste mês de março, assinalando o Dia Internacional da Matemática ( 14 de março),o Núcleo museológico “O Lyceu” destaca um instrumento que marcou gerações de estudantes e diversos contextos profissionais: a régua de cálculo. O exemplar apresentado, da marca Albert Nestler, modelo n.º 28, foi fabricado na Alemanha na primeira metade do século XX e remete para uma época em que o cálculo avançado se realizava sem recurso a eletricidade ou pilhas.
Construída em madeira envernizada e laminado branco impresso, esta régua integra um cursor metálico com janela transparente que desliza ao longo de várias escalas logarítmicas. Através desse sistema, tornava-se possível efetuar multiplicações, divisões, potências, raízes e operações trigonométricas. No verso, conserva-se uma tabela de constantes físicas, unidades e coeficientes, evidenciando a estreita articulação entre matemática, física e engenharia.
Instrumentos como este acompanharam alunos, professores e engenheiros em milhares de cálculos quotidianos. Até ao início da década de 1970, a sua relevância foi tal que modelos semelhantes integraram missões espaciais da NASA, sendo usados no planeamento de trajetórias, num período anterior à generalização das calculadoras eletrónicas.
A peça pertenceu a Norberto Casimiro da Silva, estudante do Liceu Jaime Moniz entre 1942 e 1949. Constitui um testemunho da cultura científica do ensino liceal e técnico da época, ilustrando como a matemática era aprendida através de instrumentos simples, mas tecnicamente elaborados.
Ficha Técnica:
Março: Régua de cálculo
Datação: 1ª metade do século XX
Proveniência: Doação de Norberto Casimiro da Silva
Fotografia: Lília Castanha
Pesquisa e texto: Lília Castanha
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