Rui Marote
Só mesmo um Estepilha para narrar a “seca” originada por mais de duas horas no trajecto Aeroporto-Funchal. Hoje em dia usa-se a expressão “o mundo à distância de dois dedos”, dado que o toque e o ecrã tornaram-se o elo principal de ligação ao mundo, agilizando o consumo de informação e a comunicação. Mas quando não se trata do mundo virtual, é mais complicado.
Dois veículos chocaram quando circulavam dentro da rotunda, bloqueando o trânsito de acesso ao Funchal.
Os dois intervenientes cumpriram o que estipula as regras do código de estrada usando coletes, fazendo colocação de triângulos, assinalando o sinistro e preenchendo a declaração amigável.
No entanto, enquanto as pessoas calmamente sentadas no passeio recolhiam os dados, o povo que ia em autocarros camiões e veículos desesperava sem solução à vista.
Estepilha, alguém gritou:- “Chamem a polícia!” Outros manifestavam: “Não!!!:- Vai complicar ainda mais…”
Entretanto os ponteiros do relógio iam contabilizando o tempo desta seca.
Recordámos aquela marcha portuguesa:
“Olha o polícia, olha o polícia,
Olha o polícia sinaleiro,
Ai, passa agora,
Pois se não passas
Pois se não passas
ficas sem carta e sem dinheiro.”
Finalmente, ao fim de mais de duas horas os intervenientes do bloqueio resolveram retirar os veículos sinistrados, sem que a entidade policial comparecesse no local.
O Estepilha não percebe muito disto, mas acha que uma foto de telemóvel resolvia…
Os passageiros dos autocarros de Machico e Caniço, numa correria, abandonaram o meio de transporte passando para uma paragem à frente, a fim de utilizar os autocarros que passsam na zona industrial da Cancela, mas sem sucesso.
Todo este incidente fez-nos recordar uma historia dos anos Sessenta passada em
Lourenço Marques, Moçambique.Um acidente na Avenida de Angola de acesso a Xipamanine, um trânsito louco com “machimbombos” a abarrotar.
Um rapaz moleque conduzia uma bicicleta e embateu num veículo, um acidente normal. Qual o nosso espanto no Diário de Noticias do dia seguinte relatava-se este caso do dia.
Título: “Sabão atropela Sabonete”
É que por ironia o rapaz do velocípede chamava-se João Sabonete e o do carro Carlos Sabão. Um trocadilho a despertar a atenção.
Já o acidente da rotunda da Cancela, “nem o pai morre nem a gente ceia”, Estepilha.
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