
Os acontecimentos na Venezuela, com a intervenção militar dos EUA que capturou o presidente Nicolás Maduro, continuam a dar que falar por todo o mundo, e prometem ainda fazer correr muita tinta. Delcy Rodríguez, agora a presidente interina da Venezuela, leal a Maduro, advogada e diplomata, prestes a ser investida no seu novo cargo, recusa que a Venezuela se torne “uma colónia do império”, ao mesmo tempo que, num tom mais conciliatório, apela aos EUA para que colaborem com a Venezuela.
Entretanto, Donald Trump disse no sábado que o secretário de Estado Marco Rubio tinha conversado com Rodríguez, que se tinha, alegadamente, mostrado disposta a fazer “o que os EUA pedirem”.
Contradições? Muitas, mas há muito que não se sabe sobre as tensões de poder dentro da Venezuela.
Entretanto, o filho de Maduro, Nicolás Ernesto Maduro, pede ao povo venezuelano que se mobilize contra o ataque norte-americano ao seu país e se revolve contra a prisão de seu pai, entretanto tgransportado para Nova Iorque para suposto julgamento por alegadas actividades ligadas ao narcotráfico, argumento que os comentadores internacionais mais autorizados consideram falacioso e um mero pretexto para uma mudança de regime na Venezuela, para atender aos interesses petrolíferos norte-americanos.
“Estamos bem, estamos calmos. Vão ver-nos nas ruas, ao lado do povo”, disse Nicolás Ernesto Maduro”, citado pelo jornal Expresso. “O filho de Maduro sublinhou que a mobilização popular deve centrar-se em “erguer as bandeiras da dignidade” e rejeitar qualquer perceção de fraqueza”, diz aquele jornal.
Entretanto, a convulsão internacional com a acção estadunidense na Venezuela prossegue.
De acordo com a BBC, e conforme já demos conta, o governo espanhol tem sido, entre os europeus, dos mais críticos da acção que removeu Maduro do poder.
O primeiro-ministro Pedro Sanchez, e agora o ministro dos Negócios Estrangeiros José Manuel Albares, consideraram publicamente que a intervenção violou a lei internacional, interferindo num estado soberano e criando um precedente muito perigoso para o futuro. A Espanha apelou no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde a China e o Irão já protestaram do mesmo modo, para uma reunião sobre o assunto.
Albares disse que o uso da força por Washington neste caso era “um acto que condenamos completamente, tal como condenamos o sofrimento do povo da Ucrânia e da Palestina”.
O governo cubano, por seu lado, disse que 32 cidadãos seus foram mortos durante a operação dos UEA para capturar Nicolás Maduro.
Tratava-se de membros das forças armadas e dos serviços secretos, que estavam a colaborar com o governo venezuelano. Dois dias de luto nacional em Cuba foram decretados.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






