PTP denuncia desaparecimento de peças de cantaria no Funchal

A candidatura do PTP, ao Funchal, vem denunciar o desaparecimento de elementos arquitectónicos em cantaria, originalmente retirados da Ribeira de João Gomes. Os arcos em cantaria terão desaparecido após obras realizadas no antigo Matadouro Municipal, situação que está a gerar críticas e preocupações quanto à preservação do património histórico da cidade, afiançam os trabalhistas.

Segundo denúncia feita por Raquel Coelho,  os arcos de pedra em causa foram desmontados de forma cuidadosa, com cada elemento numerado, fotografado e catalogado pela DRAC, numa operação feita a pedido do vereador do urbanismo Gil Canha.

A intenção, de acordo com o antigo autarca, era preservar os arcos em local visível e acessível. O plano passava por reinstalá-los na parte inferior do Jardim de Santa Catarina, em frente ao Museu CR7, como forma de valorizar o património e, eventualmente, permitir o seu reaproveitamento artístico no futuro.

Contudo, após intervenções no Matadouro, levadas a cabo durante o mandato do então presidente da autarquia, Paulo Cafôfo, o destino dos elementos em cantaria tornou-se incerto.

“As pedras apesar de terem sido cuidadosamente identificadas e armazenadas, acabaram por  desaparecer sem deixar rasto. Segundo funcionários da CMF, poderão ter sido levadas para um aterro ou mesmo britadas”, refere Raquel Coelho, que responsabiliza directamente a gestão camarária da altura pela alegada negligência.

O caso levanta questões sobre a forma como o património histórico e arquitectónico está a ser tratado em contextos de reabilitação urbana e de obras públicas no Funchal, sublinha o partido.


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