Os preços que as companhias aéreas têm estipulado para dezembro de 2025 e janeiro de 2026 são um verdadeiro “assalto” ao bolso das famílias, nomeadamente dos jovens madeirenses estudantes no Continente. Preços de ida e volta acima dos 800 euros escaldam o orçamento das famílias e continuam a demonstrar que os jovens não estão, verdadeiramente, a beneficiar da tão apregoada continuidade territorial porque o preço-custo é elevadíssimo.
As famílias reclamam ao FN, defendendo a intervenção urgente do Governo Regional no sentido de estipular um preço condigno para os estudantes, sem esta exploração inequívoca aos pais.
A título de exemplo, o FN apurou que os estudantes, para regressarem a casa em dezembro, férias de Natal, e voltar ao Continente, no início de janeiro de 2026, os valores praticados pela TAP ascendem aos 800 euros. Como se não bastasse estas tarifas escandalosas, nem há voos suficientes para assegurar o regresso atempados dos estudantes. Embora cada estudante pague 59 euros, limite fixado pelo Governo, na prática, acaba por pagar 118 euros (ida e volta), com os acréscimos de valores da TAP.
A low coast EasyJet caminha no mesmo rumo das tarifas altas e reduzido número de voos, não havendo já lugares de 2 a 4 janeiro, a não ser em executiva. Se for o caso de o estudante levar mais uma mala, sofre um acréscimo de custo de 80 euros, em cada sentido.
A batalha das altas tarifas aéreas já tem “barbas” mas continuam a preocupar os estudantes e famílias, levando a questionar sobre a apregoada continuidade territorial que é dia após dia desmentida pela prática.
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