A equipa da Confiança veio lamentar o atraso no início da reunião de Câmara Municipal do Funchal desta semana, “motivado pelo caos no trânsito que se faz sentir um pouco por toda a cidade”.
Segundo a coligação, “o encerramento simultâneo de várias vias estruturantes, como a Estrada Luso-brasileira no Alto da Pena, para a execução apressada de obras que não foram realizadas durante o resto do mandato, evidencia a total ausência de planeamento deste executivo municipal. É inaceitável que estas intervenções estejam a ser feitas em pleno período lectivo, prejudicando o dia a dia de milhares de funchalenses, tudo por uma lógica meramente eleitoralista, que privilegia o calendário das urnas em detrimento do bem-estar da população”.
Numa acção de verificação dos serviços e auscultação dos funcionários municipais, a Confiança realizou esta semana uma visita ao Departamento de Ambiente da Câmara Municipal, onde foi possível, afirma, “constatar um clima de profundo descontentamento e desmotivação entre os trabalhadores.
Foram relatadas e verificadas diversas situações preocupantes que exigem resposta imediata por parte do executivo camarário. Entre as principais reclamações destacam-se:
- A fraca qualidade dos Equipamentos de Protecção Individual (EPI), que se deterioram após poucas semanas de utilização;
- As persistentes avarias nos sistemas hidráulicos e a existência de viaturas em serviço com falhas graves de segurança, nomeadamente pneus carecas, tendo já ocorrido o rebentamento de um pneu durante um circuito de recolha de resíduos;
- A falta de critérios objectivos na atribuição de horas extraordinárias e na designação de chefias, o que tem gerado um ambiente de trabalho injusto e desmotivador;
- O mau planeamento dos serviços, que conduz a situações perigosas, como circuitos de recolha a serem efectuados apenas por um trabalhador;
- As más condições das instalações sanitárias do departamento;
- E, mais gravemente, o clima de medo instaurado, com os trabalhadores a sentirem-se impedidos de expressar críticas ou denunciar publicamente o estado de degradação do serviço.
Estas situações, afirma a “Confiança”, revelam uma preocupante deriva na gestão municipal e um total desrespeito por quem diariamente assegura serviços essenciais à cidade do Funchal.
“A Confiança continuará atenta, ao lado dos trabalhadores e dos munícipes, exigindo soluções que devolvam dignidade às condições de trabalho e responsabilidade à governação municipal”, refere-se.
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