
O líder do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, apresentou-se sorridente e satisfeito ao comentar os resultados da noite eleitoral, mas não quis adiantar o mais que provável acordo com o CDS que viabilizará o seu governo. Para isso ainda há tempo, disse. Não há pressa…
Albuquerque agradeceu aos madeirenses a sua participação cívica nestas eleições, deixando igualmente “um agradecimento muito sentido quanto à confiança depositada no meu partido e na minha liderança, que o nosso povo mais uma vez demonstrou”.
Louvou e agradeceu a atitude “inteligente”, e “civicamente elevada” do povo, que veio confirmar que o que o mesmo quer é “estabilidade, e não brincadeiras de partidos”.
O PSD ganhou agora, mais uma vez, em 10 dos 11 concelhos, e em 50 das 54 freguesias da Madeira. Subimos mais 13 mil votos, e tivemos a maior votação de sempre desde que eu assumi a liderança”, sublinhou.
“Ficámos apenas a 300 votos de eleger o 24º deputado e obter a maioria absoluta”, sublinhou, considerando-o bem demonstrativo do que “o povo quer”.
Esta votação reconhece o trabalho realizado pela governação social-democrata, e uma clara derrota da coligação de esquerda, e da agenda da maledicência que imperou durante toda a campanha eleitoral, asseverou.
Da sua parte, acrescentou, manterá uma atitude política de “humildade” e contacto com as populações, como, em seu entender, já vem praticando, visando o “desenvolvimento e progresso” e o diálogo “franco e aberto” com todos os agentes sociais, económicos e políticos”.
O PSD, afirmou, é sem dúvida “o partido da construção da autonomia todos os dias”. Agradeceu aos militantes, aos simpatizantes e às novas gerações”, por o terem ajudado.
Questionado sobre se já falou com o CDS, e sobre quem será a primeira pessoa a quem vai telefonar, respondeu que há tempo para isso, com “calma e ponderação”.
“É evidente que os nossos parceiros privilegiados, toda a gente sabe quem são”, indicou.
Questionado sobre se colocará, ou não, o seu cargo à disposição, se for alvo de alguma acusação no âmbito do processo onde actualmente é arguido, o presidente do PSD-M disse que o estatuto do arguido existe na Constituição e na lei portuguesa para conferir direitos a quem é investigado. Prosseguiu para criticar a noção, existente em Portugal, de que alguém constituído arguido na sequência de denúncias anónimas tem de se demitir. Isso, disse, é algo utilizado como instrumento político pelos partidos radicais.
Os jornalistas chegaram a perguntar-lhe, na sede do PSD, se esta vitória do seu partido não representa também uma vitória sobre o Ministério Público. Mas Albuquerque negou, considerando que compete ao MP fazer as suas funções, e que ser arguido não o preocupa. O problema é este “sistema” das “denúncias anónimas”, que os partidos radicais utilizam para apear políticos, procurando depois arranjar um “salvador” para pôr ordem na casa. “Isto foi assim nos anos 30 [do séc. XX] na Europa”, alegou. “E continua o mesmo sistema”.
“Uma coisa é a Justiça, outra coisa é a utilização dos instrumentos da Justiça para fazer política” – prosseguiu.
Se acabar por ser acusado, respondeu: “Não vou fazer futurologia. Ainda não fui ouvido. A seu tempo tudo será esclarecido”.
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