CDS-PP critica preço da água no Porto Santo; diz que é preciso apoiar o norte da Madeira

O CDS-PP rumou hoje ao norte da ilha e dedicou o dia de campanha ao concelho de São Vicente e Porto Moniz. Este nono dia de campanha eleitoral do CDS-PP era para ser dedicado à ilha dourada, Porto Santo, mas, devido à depressão Laurence que colocou a Madeira sob aviso vermelho, a comitiva centrista foi obrigada a cancelar essa deslocação e optou por rumar a norte.

O cabeça de lista às eleições regionais do próximo domingo reconhece que existem pontos comuns entre a insularidade e o norte da Madeira. José Manuel Rodrigues afirmou que “estes são concelhos com extremas dificuldades, que enfrentam constrangimentos estruturais e permanentes e que, por essa razão, merecem políticas públicas de governação muito adequadas”, indicou.

No âmbito desta acção de campanha na marginal de São Vicente, focada no contacto com a população, José Manuel Rodrigues voltou a reforçar que o aeroporto do Porto Santo deve ser o aeroporto alternativo à Madeira. “Para isso, é necessário aumentar a placa de estacionamento para as aeronaves quando o aeroporto da Madeira está inoperacional, como é o caso de hoje, e é necessário renovar a gare do Porto Santo”, sublinhou.

O CDS defende, também, que os custos de mercadorias entre as ilhas, Madeira e Porto Santo, têm de ser reduzidos, no sentido de aliviar o custo de vida na ilha do Porto Santo.

O líder do CDS na Madeira abordou, ainda, uma outra questão muito importante nesta conferência de imprensa, o preço da água no Porto Santo que, no seu entender, “é muito superior aquele que é praticado nos concelhos da Madeira e, também, precisa de ser reduzido para diminuir os custos de insularidade na ilha dourada”.

Referindo-se ao norte da Madeira, José Manuel Rodrigues volta a destacar que a cada 10 anos, o norte perde 10% da população e é necessário travar este despovoamento, através de políticas públicas. “Ou seja, esta medida tem de ser acompanhada de um sistema fiscal mais atrativo para Santana, São Vicente e Porto Moniz, de incentivos para quem investir e trabalhar no Norte da Madeira, e de um programa para apoiar o regresso de muitos jovens emigrados às suas terras de origem”, explicou Rodrigues.

O Governo Regional pode e deve impulsionar e criar as condições para descentralizar o investimento privado e criar emprego nos concelhos que estão a perder população. A descentralização de alguns serviços públicos, permitiria dinamizar as economias locais, criar emprego qualificado, atrair quadros e fixar mais jovens nestas localidades, gerando assim riqueza e dinamizando as economias locais.

Para além disso, é crucial fazer uma grande aposta, no sentido de sensibilizar os investidores hoteleiros em descentralizar para o norte da ilha os seus empreendimentos.

José Manuel Rodrigues considera que “o norte é quem tem as mais belas paisagens da Madeira e que o nosso turismo vive, sobretudo, das paisagens, mas a verdade é que há aqui um turismo de passagem e nós precisamos de reter esse turismo, para que o norte possa gerar mais riqueza, mais emprego e ter mais gente”, constatou.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.