Miguel Albuquerque relativiza constituição de arguidos de Pedro Fino, Rogério Gouveia, Pedro Ramos e José Prada

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque relativizou hoje a audição e constituição como arguidos dos secretários regionais Pedro Fino, Pedro Ramos e Rogério Gouveia, assim como do secretário geral do PSD-M, José Prada, no inquérito da operação “Ab Initio”.

O chefe do executivo falava aos jornalistas no Jardim Municipal, à margem das comemorações do 175.º aniversário da Banda Municipal do Funchal.

Porque ninguém está acusado ou condenado e o estatuto de arguido permite aos visados esclarecerem os indícios, Miguel Albuquerque reiterou a confiança política nos visados.

Instado a pronunciar-se se isso fragiliza o Governo Regional, disse que os visados são pessoas idónias perante a sociedade e que o que está mal é o sistema permeável às denúncias anónimas.

“Toda a gente já percebeu o que está a acontecer na Madeira: vão lançando denúncias e se o sistema continuar assim daqui a uns dias quem está num cargo público é arguido”, resumiu.

Até porque -explicou- “as pessoas conhecem-se umas às outras e sabem quem é que é gatuno”.

E nenhuma ilação se pode tirar do facto de Pedro Fino, Pedro Ramos e Rogério Gouveia não constarem da lista de candidatos a deputados para as eleições de 23 de março, porque -explicou Miguel Albuquerque- isso nunca foi “uma grande tradição” sem que isso signifique qualquer ‘capitis diminutio’.

“Não estão diminuídos em nenhum direito, nem político, nem cívico”, disse.

Por outro lado, Miguel Albuquerque confirmou ter recebido esta manhã ex-governantes e ex-deputados do PSD que quiseram transmitir que estão com o Governo e o PSD para as próximas lutas.


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