Rui Marote
As ribeiras do Funchal estão cheias de mato. Mais grave mesmo é o mato e as pedras acumuladas no leito das mesmas, situação para a qual o FN alertou recentemente. É que se aproxima a estação chuvosa. Agora, ainda no Verão, verifica-se também mato seco mesmo junto à vedação das ribeiras. Neste caso, não é grave… mas também não é bonito.
As nossas ribeiras, noutras épocas foram cartaz turístico e postais que percorriam o mundo. Recordamos a ribeira de Santa Luzia em frente ao Instituto do Vinho, e por ali abaixo até ao mar, enfeitada com bungavílias; a Ribeira de João Gomes em frente à casa de bordados e ao Mercado eram cartões de visita da urbe. Hoje passou à história e vemos “capim” seco. Não basta plantar, é preciso cuidar, em especial regar e cuidar.
No próximo dia 1 de Outubro faz 68 anos que demos entrada pela primeira vez na porta principal do Liceu Jaime Moniz na abertura do novo ano lectivo em que rapazes e raparigas utilizavam a mesma entrada em conjunto.
Recordamos a cerimónia de abertura no ginásio, em que o reitor Ângelo Augusto da Silva entregava os prémios aos melhores alunos do ano cessante e o seu discurso chavão dos anos anos anteriores. À volta do edifício havia um jardim com laranjeiras e tangerineiras, um autêntico “jardim do Éden”.
“Alunos e alunas deste estabelecimento de ensino”, recomendava o reitor, “as laranjas não são do reitor, as laranjas não são dos professores, as laranjas não são dos contínuos, as laranjas não são dos alunos… De quem são as laranjas?, questionava. E concluía: As laranjas são do Estado!”, para recomendar que se cuidasse do pomar.
Moral da história: não vale a pena discutir de quem é a culpa. Acabará sendo do “Estepilha”. Se insinuarmos que o responsável é a Câmara, a resposta será não… o pelouro das ribeiras é com a Hidráulica. Se dissermos que as culpas recaem na Secretaria das Infraestruturas e Equipamentos, esta irá passar a bola para o município…
De qualquer modo, Estepilha! As palavras do reitor Ângelo Augusto encaixam que nem uma luva nestas situações: as ribeiras são do Estado! Ou seja, são de todos nós. Alguém responsável pode fazer o especial favor de as limpar?
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