O MPT, hoje em discurso no Dia da Cidade do Funchal, referiu ser “impossível ignorar a situação em que a nossa cidade se encontra após três anos sob a governação da coligação “Funchal Sempre à Frente” (PSD/CDS-PP). O que deveria ser uma celebração do progresso, acaba por ser uma reflexão amarga”.
“Desde o primeiro dia, o executivo actual mostrou-se mais preocupado em apontar culpados e justificar falhas com a gestão anterior do que em apresentar soluções concretas. Apesar das constantes queixas sobre a “herança pesada”, a verdade é que esta coligação falhou de forma clara a gestão competente do concelho. Em vez de inovar e de implementar uma estratégia clara para o desenvolvimento do Funchal, temos assistido a uma administração que se limita a tapar buracos, incapaz de planear a longo prazo e de responder às necessidades reais dos cidadãos”, acusa Valter Rodrigues.
“Em 2023, a gestão apresentou um orçamento de 128 milhões de euros, com uma execução de apenas 56% do plano de investimentos. Mais uma vez, a desculpa foi a “herança do passado”, mas até quando se vai governar com base em justificações? O Funchal precisa de uma liderança que faça mais do que apenas reagir. Precisamos de soluções proactivas e não de uma administração que se limita ao mínimo indispensável. As medidas pontuais, como a devolução de impostos e incentivos temporários, não resolvem os desafios estruturais que a nossa cidade enfrenta”, prosseguiu.
“A gestão das empresas municipais, que deveria ser um exemplo de boa governação, também deixa muito a desejar. É verdade que a Frente MarFunchal apresenta agora contas equilibradas, mas a que custo? Reduzir serviços essenciais e comprometer a qualidade de vida dos cidadãos para mostrar números favoráveis não é solução. Onde está o investimento em habitação acessível, em mobilidade urbana sustentável, ou na requalificação dos nossos espaços públicos? A realidade é que este executivo governa sem uma visão clara, limitado a medidas avulsas que carecem de estratégia e impacto”, apontou este deputado municipal.
“É vergonhoso o que esta administração faz aos funchalenses, prometendo eficiência e rigor, mas entregando inércia e falta de ambição. A cidade do Funchal merece mais do que uma gestão reactiva e de vistas curtas. Merece uma liderança que esteja à altura dos desafios do presente e que tenha a coragem de inovar para construir um futuro melhor”.
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