O Grupo Desportivo Azinhaga vem lamentar, em comunicado, que ao fim de 62 anos de existência está a enfrentar uma acção de despejo. Este é um clube com um papel crucial na freguesia de São Roque, envolvendo mais de 100 atletas e contribuindo significativamente para a dinâmica social local, assegura a colectividade.
“A presidente cessante sente-se traída e desrespeitada em relação a outros clubes da região”, acrescenta-se.
Um comunicado da presidente diz que, com um misto de emoções, se despede como presidente desta associação “que tanto significa para mim”.
“É especialmente doloroso quando sei que existem outras associações que possuem mais de um espaço, enquanto enfrentamos dificuldades aqui. Apesar dos desafios, continuamos a lutar e a honrar o nosso compromisso”, assegura.
“Há seis anos, assumi a presidência do G.D. Azinhaga, quando a sede estava à beira de fechar portas. Aceitei o desafio e, com a ajuda de um grupo dedicado de pessoas, conseguimos mantê-la viva. Agradeço a todos os órgãos sociais que estiveram connosco nessa jornada. A falta da tão prometida sede é um ponto de frustração”, admite.
“No entanto, a recente notícia sobre a ação de despejo da sede é especialmente dolorosa. Embora este momento devesse ser de celebração, a tristeza que sentimos é real. Como presidente, comprometo-me a denunciar este facto e a utilizar todos os meios à nossa disposição para proteger o nosso espaço e a nossa história de 62 anos”, refere.
A promessa de uma sede, assevera, “foi feita por diversas entidades ao longo dos anos, mas nunca se materializou e hoje enfrentamos dificuldades e ameaças de despejo. Considero-me uma mulher de palavra, onde a honestidade está acima de tudo. Infelizmente, sei que, nos dias de hoje, a palavra dada nem sempre tem valor. A expressão “arregaçar as mangas” está na moda, mas para mim, não é apenas um discurso vazio, pois as mãos que limparam a sede foram as mesmas com que assinei protocolos e contratos e com as mesmas mãos aplaudi os nossos atletas nas vitórias e nas derrotas. A situação actual, apenas aumenta nosso desagrado pelas condições desiguais que enfrentamos em comparação com outros clubes”, lamenta.
“Acreditamos que merecemos um espaço onde possamos prosperar e inspirar gerações futuras”, conclui.
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