A Importância de Pensar e Agir com (a) Cultura na RAM

O panorama cultural mudou muito nos últimos anos.  No entanto, não tenhamos margens para dúvidas que, como ilhéus que somos, a cultura é que nos inspira e nos guia.  Parafraseando a Graça Alves, “Pertencemos às nossas ilhas. Não sei se habitamos nelas ou se elas fizeram morada em nós. A verdade é que lhes pertencemos. E elas são nossas. Mesmo quando nos doem, são nossas. “

Qualquer altura é boa hora de pensar a política cultural para a Região Autónoma da Madeira, para se entender e se intervir cada vez melhor, numa realidade que se conhece, e que deve estar sempre, numa das áreas de primeiro plano. A cultura deve ser sempre uma prioridade. Deve estar lado a lado com a intervenção social e a inovação.

É simplesmente, incrível a quantidade e qualidade de propostas artísticas e culturais, desde as artes performativas, o folclore, a etnografia, exposições, o património cultural, literatura, museologia, entre outras tantas áreas, de bem comum, que temos na Madeira. Há de facto na nossa ilha, um grande dinamismo perpetuado por agentes com uma entrega artística excecional. A Madeira é, e deve ser isto, culturalmente ativa e sempre aberta a novas propostas de cariz artístico e cultural. Uma ilha com cultura de todos e para todos. Caso contrário, a cultura não perdoa. Ou temos a verdadeira humildade, saber e competência para servir culturalmente bem, ajudar a criar valores artísticos ou nada vinga de forma consistente.  Só assim é que se pode intervir, evoluir e fazer-se evoluir. Só assim é que se pode construir políticas culturais viradas para o mundo. 

Peguemos na cultura em geral, contemporânea e tradicional, dinamizando-a e evoluindo-a, sem a descaracterizar. Pois a cultura não é algo estanque.

Sabemos bem, que, como em qualquer área, as opções culturais nunca vão agradar a totalidade. E ainda bem, porque assim, teremos sempre espaço para discutir, sugerir, experimentar e evoluir. Um bem-haja à nossa cultura na sua generalidade!

Somos uma ilha que sente e vive cultura. Mas nunca esqueçamos que numa verdadeira cultura que se preze, não basta (a)perecer. É mesmo, preciso ser.


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