A candidatura do partido “Livre” às eleições regionais de 26 de Maio visitou hoje a Estação de Transferência da Zona Leste e a Estação de Triagem da Madeira, situada no vale do Porto Novo, em Santa Cruz.
“As diversas más práticas ecológicas que têm sido observadas na RAM têm de ser denunciadas e combatidas, e apresentamos propostas alternativas para mitigação dos impactos causados pela ineficácia de 48 anos de políticas do partido único”, afirma esta força política.
“A falta de uma política eficaz de gestão de resíduos urbanos tem resultado no aumento de lixeiras a céu aberto, afectando tanto a fauna, quanto a flora e a paisagem natural. A ausência de fiscalização rigorosa e da consequente penalização dos infratores está a permitir estas práticas ilegais continuam, por isso é urgente resolver este problema com a contratação de mais profissionais”, aponta o partido.
“Em 2023 segundo a DRAAC foram produzidas 248,6 mil toneladas de resíduos na Região Autónoma da Madeira, a falta de infraestruturas e meios, que sejam apropriados para a reciclagem e o tratamento de resíduos, faz com que apenas 10% dos resíduos na Região sejam reciclados, sendo 88% incinerados, 1 % para composto e 1% para aterro (dados da Pordata)”, refere-se num comunicado enviado às Redacções.
O arquipélago da Madeira tem de se diferenciar como promotor do meio-ambiente e de turismo sustentável e para isso é necessário colocar em prática políticas que defendam efectivamente a Ecologia, preconiza o Livre.
“As metas europeias para o tratamento dos resíduos têm de ser levadas à risca, e a nossa proposta é apresentada seguindo a meta dos 60% de reciclagem de resíduos até 2030, e não a proposta pouco ambiciosa de 35% apresentada pelo anterior Governo”, diz a nota.
Para este partido, outro fator de degradação da qualidade ambiental é o aumento preocupante de descargas ilegais de resíduos em áreas rurais e costeiras, incluindo materiais perigosos e poluentes, como foi o caso da descarga ilegal de gasóleo na Levada dos Piornais, que afectou o abastecimento da lagoa do Parque de Santa Catarina, em 2022. É necessária a modernização das ETARs, com permanente monotorização da qualidade das água.
Estas práticas não só degradam o meio ambiente, como também ameaçam a saúde das comunidades locais, e comprometem seriamente a sustentabilidade ambiental da Região, colocando em risco a biodiversidade local e a qualidade da oferta turística, sentencia o Livre, reforçando o seu compromisso com a sustentabilidade e a ecologia.
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