O Bloco de Esquerda esteve hoje em Machico, onde a candidata Dina Letra frisou que, em 2005, o BE foi capaz de impor a subida continuada do salário mínimo nacional. “Com Passos Coelho não chegava aos 500 euros. Hoje temos 820 euros de salário mínimo nacional”, disse Dina Letra.
“Claro que é pouco”, admitiu. E é por isso que o BE defende um aumento intercalar para os 900 euros, e que o salário mínimo, nos próximos anos, suba sempre acompanhando a inflação, acrescido de 50 euros, para que os trabalhadores não tenham uma perda continuada do poder de compra, pois os salários aumentam sempre muito abaixo da taxa de inflação.
O BE salienta, todavia, que não quer um país de salários mínimos, mas antes uma “vida boa” para toda a gente, que “consegue-se com salários dignos” e não “baixando impostos que não resolvem nada”.
A prova disso, afiançou, é que na Madeira temos o IRC mais baixo do país, temos um PIB superior a 6 mil milhões de euros, e as pessoas vivem mal.
O Bloco diz querer que haja uma melhor redistribuição da riqueza.
As grandes redes de distribuição de produtos, declarou, tiveram lucros milionários à custa do empobrecimento generalizado da população. Mas isso não se reflecte em melhores salários, horários dignos ou boas condições em geral, para os trabalhadores.
São “os trabalhadores que constroem a riqueza do país, das organizações, todos os dias”, sublinhou. “Merecem ser ressarcidos pelo trabalho que produzem. É indecente que um administrador ganhe mais num mês do que um trabalhador ganha numa vida inteira de trabalho”.
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