Deixei El Nido, nas Filipinas, um dos “Jardins do Éden”. Foram dois dias em que os meus olhos estiveram sempre levantados para as formações rochosas de grande beleza, para as “línguas” de areia finíssimas, com a imensidão das águas transparentes, pouca profundas e protegida por corais. Aqui encontra-se uma imensidão de peixes multicolores. E assim passei estes dias numa das pérolas das Filipinas.
Regresso a Puerto Princesa: esperavam-me cinco horas de estrada ao final da tarde. A capital da ilha de Palawan é a movimentada, Puerto Princesa é a principal porta de entrada para grande parte dos turistas.
Permanecerei dois dias. No dia seguinte bem cedo marquei presença no cais para embarcar para Sabang rumo ao rio subterrâneo de Puerto Princesa.
A extensão do rio ronda os 24 quilómetros, quatro dos quais navegáveis, mas a parcela visitada sob permissão das autoridades que gerem o Parque Natural fica-se pelos 1.500 metros.
No interior das grutas é “assustador”: não conseguia disfarçar bem o pavor da escuridão e dos morcegos, movido por uma contínua vontade de regressar ao exterior e à luz do sol.
Na proa, uma potente lanterna iluminava, por indicação do guia-barqueiro. “A Natureza faz coisas muito mais bonitas”, diz. E tem razão.
Este é um lugar que parece assombrado. Uma experiência que fotograficamente, no meio desta escuridão, não me agradou muito; é difícil a captação de imagens. Mas as formações rochosas são interessantes.




Resta-me um passeio de barco por Honda, uma baía salpicada de ilhas com uma fauna subaquática surpreendentemente farta e vistosa a pouquíssimos metros do areal. Amanhã estou de regresso a Manila, deixando estes santuários e mergulhando novamente nesse trânsito caótico e queimando os últimos foguetes da viagem. Posso dizer com propriedade: missão superada.
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