Élvio Sousa, do JPP, na sua página pessoal da rede social Facebook, considerou este domingo “hilariante” a reacção da CMF, ao insinuar que o JPP estaria porventura ao “serviço de outras cadeias de supermercados com interesses na Região”, contra o LIDL, sobre cujas dificuldades e peripécias de instalação no Funchal tem pedido insistentes vezes à autarquia para esclarecer.
Sousa diz que “com o trabalho de fiscalização do JPP, no âmbito dos entraves que a Câmara Municipal do Funchal tem colocado à instalação da cadeia LIDL na Madeira, Pedro Calado CHUMBOU DOIS PROJETOS daquela cadeia de supermercados no Funchal, a saber: o prédio localizado no Largo Severiano Ferraz e o prédio localizado na Rua Dr. Pita”. A prova, refere, está num, documento obtido em tribunal.
“A situação mostra inequivocamente os bloqueios que Pedro Calado tem colocado ao aparecimento de mais concorrência no sector das cadeias de supermercado, fazendo lembrar outros entraves que o PSD criou no passado para aquela retalhista. A prova está no requerimento do advogado contratado pela câmara, ALVES TEIXEIRA, que celebrou recentemente dois contratos no valor superior a 240 mil euros”, prossegue.
E questiona: “Será que foi preciso pagar 240 mil euros a um só escritório de advogados para impedir que os cidadãos conheçam a verdade sobre os bloqueios à instalação do LIDL no Funchal? 240 mil euros é muito dinheiro para tapar a verdade”, acusa.
Élvio Sousa acusou ainda Pedro Calado de desconforto “porque, apesar da imprensa “amiguinha”, não consegue esconder que recusou a entregar os documentos do licenciamento que explicariam as razões do indeferimento dos projetos do LIDL, como também sorrateiramente procurou passar a informação que os documentos de licenciamento são “segredos comerciais” da empresa, tendo ele próprio envolvido a cadeia LIDL nessa recusa, procurando virar o bico ao prego.”
O dirigente do JPP questiona, com todas as letras: “SEREI EU ou a FAMÍLIA DE CALADO que TEM MEMBROS FAMILIARES A REPRESENTAR o INTERMACHÉ? Ora aí está ligação a que faltava no enredo, pois falta ver aqui quem está a defender o interesse público de milhares de madeirenses e quem está ao serviço de uma ou duas famílias”.
“E há mais. Uma retificação à propaganda de Calado. Não foi o LIDL que envolveu o JPP nesta situação, foi a própria Câmara e a outra Sociedade de Advogados ABREU Advogados, de um conhecido casuístico da praça, que já foi deputado do CDS”, aponta, referindo-se obviamente a Ricardo Vieira.
2Bom pelo que se vê, tudo isto cheira a esturro. Juntaram-se os dois à esquina: dois gabinetes de advogados em parceria conjunta: o contratado pela Câmara no valor de 240 mil euros, e por outro lado a ABREU, advogados”, acrescenta,
“Calado que venha explicar por que razão chumbou dois projetos de licenciamento do LIDL, em quatro em apreciação na Câmara do Funchal. Ou também as razões do chumbo lá terão de ser desenterradas em Tribunal!”, conclui Élvio Sousa.
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