A “Confiança” confrontou o executivo da Câmara Municipal do Funchal sobre os problemas nas obras públicas da autarquia, que se traduzem em sucessivos e constantes atrasos, algo em que Calado atribui culpas à vereação anterior.
Mas a “Confiança” considera ser esta “mais uma situação (…) reveladora da inércia e incapacidade do actual executivo camarário na resolução dos problemas do município, colocando em causa a perda de financiamento da União Europeia em importantes obras para o Funchal”.
Em declarações à comunicação social após a reunião de câmara desta quinta-feira, o vereador Ruben Abreu fez um balanço daqueles que têm sido os problemas nas obras públicas do município, referindo que “os sucessivos e constantes atrasos de que têm padecido acarretam custos financeiros substanciais para o município”.
Ruben Abreu afirmou que os sucessivos atrasos levam à às obrigatórias revisões de preços apresentadas pelos empreiteiros e também à perda de financiamento garantido pela União Europeia.
“Lamentamos que a perda de financiamento garantido pela União Europeia possa ser uma realidade. Situação que fará com que o Município tenha que assumir a pesada fatura das obras de remodelação e ampliação da ETAR do Funchal, cuja garantia de financiamento foi conseguida pelo anterior executivo”, revela.
A Coligação Confiança frisa ainda que os problemas dos atrasos das Obras Públicas não se fazem sentir apenas no aumento dos preços das mesmas.
O vereador lembrou que “o trânsito continua caótico e a que naturalmente as obras públicas não são alheias”, apontando o dedo ao actual presidente do Município do Funchal, que “ao invés de resolver o problema do trânsito, como tanto prometeu, piorou a situação com estes sucessivos atrasos nas obras que acontecem um pouco por toda a cidade”.
Por fim, a “Confiança” falou sobre as obras no Canto do Muro, questionando sobre o “bem-estar das famílias que são directamente afectadas, uma vez que serão obrigadas a passar o Natal no RG3 e outras que, no local, têm actualmente os vãos das portas abertos sem que haja sinal de quando serão colocados os alumínios”.
“Lamentamos que o actual executivo insista em se promover ao invés de trabalhar, elogiando a sua governação e referindo mesmo que a população considera que é ‘satisfatória’, quando, na realidade, mês após mês, verificamos que os problemas do Funchal continuam a se agonizar (sic). Dois anos de muita propaganda e poucas soluções para os problemas que afectam os funchalenses”, concluiu.
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