JPP acusa Calado de dificultar acesso a contornos do negócio da LIDL

O líder do JPP, na sua página na rede social Facebook, lembrou hoje que durante esta semana foi notícia que o Grupo LIDL estaria a travar os negócios, e que teria luz verde para a abertura de duas lojas na Madeira. “A notícia conta, apenas, uma parte da história. Omitiu, todavia, que própria entidade licenciadora, a Câmara Municipal do Funchal de Pedro Calado, está há três meses a bloquear-nos o acesso ao processo de licenciamento do LIDL”, afirma Élvio Sousa.
“O processo está a ser coordenado pelo engenheiro Leonardo Reis, da concelhia do JPP do Funchal. Desde Agosto deste ano, que enfrentamos um braço de ferro em Tribunal com Pedro Calado, para tentar ter acesso ao processo de licenciamento da loja no Largo Severiano Ferraz (mais conhecido pelo Largo da Cruz Vermelha). O trabalho de fiscalização resultou na decisão do Tribunal de 8 de Novembro em notificar o “Município do Funchal [a] entregar o PA (processo administrativo) completo ao Tribunal, devidamente lacrado e com carácter de confidencialidade, organizado cronologicamente e numerado”, num prazo de cinco dias, o qual já foi satisfeito”, refere Sousa.
“Pedro Calado tem, desde o início, vindo a recusar mostrar o processo de licenciamento, e entregar toda a documentação. Chegou, aliás, a contratar os serviços da sociedade de advogados M. Alves Teixeira para continuar a impedir a nossa pretensão. Invocou haver “segredo comercial” para continuar a esconder o acesso à documentação. Mas não surtiu resultado. Tentou novo expediente como manobra de distração, para continuar a esconder a verdade!”, acusa o líder e deputado da JPP.
“Alberto J. Jardim falou há dias que o PSD tem uma “comunicação social forte”. Mas a propaganda não dura sempre. Calado continua a usar o mesmo modus operandi de quando era Vice-Presidente do Governo. Recordo, por exemplo, que no processo Ferry, e que levou à denúncia fundamentada do JPP à Procuradoria-Geral da República, Calado impediu durante quase um ano, que tivéssemos acesso às provas e aos “papelinhos”. Os mesmos “papelinhos” que motivaram oito rusgas das autoridades, com folha de alegados ilícitos de participação económica em negócio, peculato e falsificação de documentos”, lembra Élvio Sousa.
“Conhecer a verdade do LIDL está nas mãos de Pedro Calado! Não acreditem em tudo o que o que lêem de encomenda, saído do gabinete de imprensa da Câmara. A promiscuidade entre a política e os negócios e as “encomendas pagas a soldo” estarão na nossa agenda. Recordamos que o plano de negócios da LIDL passa pela instalação de quatro lojas e não duas. O LIDL é um retalhista, e não um AGENTE IMOBILIÁRIO. Calado teve até 28 de de Novembro para entregar no Tribunal todos os procedimentos administrativos que se encontram findados, ou a decorrer”, conclui.

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