Bispo do Funchal anuncia Plano Pastoral da Diocese convidando a comunidade à verdadeira oração

No restaurado Convento de Santa Clara, o  Bispo da Diocese do Funchal deu a conhecer à comunidade o Programa Pastoral da Diocese do Funchal para o ano de 2023/2024. De forma entusiasmada e assertiva, D. Nuno Brás deixou antever uma ano especialmente dedicado à oração, tendo por base a citação Bíblica “Sede sempre alegres. Orai sem cessar.” (ITs, 5,16).

Tendo no horizonte o Jubileu de 2025, e nesta caminhada preparatória com o lema sugerido pelo Papa, “Peregrinos de Esperança”, a Diocese do Funchal mobilizou os seus movimentos e grupos de apostolado para uma partilha enriquecedora sobre os diferentes caminhos de oração, da litúrgica à pessoal, num reencontro sempre necessário com Jesus, quer por parte de grupos instituídos quer por parte de leigos.

Auxiliado pelo Cónego Fiel de Sousa e Gerardo Freitas, o Bispo da Diocese do Funchal abriu o encontro propondo uma reflexão sobre o sentido e as virtualidades da oração autêntica. De forma concisa mas profunda, D. Nuno Brás explicou que o exemplo vem sempre do Mestre, Jesus: “Rezamos porque Jesus rezou. A oração de Jesus era a relação íntima com o Pai. A oração coloca Deus no centro da nossa vida”. Por isso, o novo Plano Pastoral tem como eixo central a aprendizagem da oração, entrar na escola da oração em que Jesus é o Mestre.

Nesta caminhada de fé, acrescentou D. Nuno  Rás, “a oração também se aprende; os discípulos pediram ao Senhor que lhes ensinasse a orar”. Isto porque, refere, rezar quando nos apetece, afasta qualquer caminho de oração, porque se trata de algo, tantas vezes, difícil. Logo, a oração aprende-se, tem ritmos, disciplina…

A oração contemplativa partilhada pela Irmã Maria da Cruz, das Clarissas (Convento da Caldeira).

Outra dimensão importante da oração tem a ver com a súplica do orante: “A oração pede-se. “Senhor, ensina-nos a rezar”, pediram os discípulos, por isso, da oração espontânea, à oração procurada e à oração saboreada”.

É fundamental que o orante deixe que seja o Espírito Santo a conduzir a oração, lembrou o Prelado da Diocese, à imagem de Paulo, não sabeis o que pedir mas o Espírito Santo virá em vosso auxílio com gemidos inefáveis”.

O testemunho do sacerdote João Gonçalves sobre a oração do padre e a sua missão.

 

 

 

Os vários movimentos e grupos deixaram o seu testemunho sobre o trabalho apostólico ao nível da oração, assim como a vivência da peregrinação e até mesmo a experiência da oração num evento de grande dimensão como as Jornadas Mundiais da Juventude.

Segundo o Bispo do Funchal, “quando os movimentos ou grupos da Igreja não dão frutos, é porque falta a oração”. Um apelo à reflexão daqueles que estagnaram na sua caminhada para Cristo.

A encerrar o encontro, sobressaiu a ideia-chave: é preciso manter e aprofundar a oração, desde a celebração da Missa à adoração eucarística, à oração do Rosário, passando por tantas outras formas de rezar que a Igreja Católica sugere. Daqui resulta o cumprimento de uma promessa: a oração torna-se vida e transforma vidas.


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