(In)esperado? Talvez, não. É verdade que uns esperavam total sucesso e o que conseguiram foi mesmo poucochinho. E outros que nem esperança tinham, a sorte até sorriu-lhes. Pronto, a vida também é feita de momentos (in)esperados.
Vi imensos militantes e simpatizantes das diversas forças partidárias, empenhados a calcorrear veredas, becos, corgos, para dar a conhecer aos supostos eleitores – alguns estão mesmo a se marimbar com o dever cívico. Basta ver a taxa de abstenção. Depois são os primeiros a reclamar – os manifestos eleitorais e segundo alguns destes caminhantes, após tantos dias passados, infelizmente, não ouviram, nem um simples obrigado, dos/as candidatos/as e agora deputados/as. Há gente mal-agradecida! Mas um simples obrigado tem sempre o seu lugar. Mas quando o ego é exageradamente absoluto, nada feito. Ou talvez com o tempo, surjam alguns imprevistos que os faça pensar. Pois o tempo é que nos ensina. E o tempo, como sabemos, nunca esteve tão sujeito a mudanças (in)esperadas como atualmente. E estas mudanças imprevistas, aplicam-se a todas áreas, sem exceção. Lá diz o ditado: – não a há mestre como tempo, para andar devagarinho, dá bofetadas sem mãos e fica tudo “ensinadinho”. Ah, grande tempo!
Estes resultados do último ato eleitoral, poderão ser um bom ou até mau agouro para futuros desafios. O que não podemos é agir sempre com a mesma fórmula, pois os tempos mudaram – nós mudamos os tempos – as exigências atuais são outras, o conhecimento é outro, a informação, acima de tudo, é outra. E a falta de pachorra das pessoas é cada vez maior. E perante este cenário, o que não se espera, por vezes, acontece ou surge de repente, sem se prever.
Para o futuro, o fundamental é saber “ouver”, que é ouvir e ver. Para que se possa efetivamente atuar e ajudar os que mais precisam, que vão desde as ditas classes mais baixas, passando pela classe média, que tem sido demasiadamente “usada” para o enchimento dos cofres do erário público.
Agora, após o imprevisto, não vale a pena chorar, sobre o leite derramado. Há que preparar com acerto o futuro, a começar pela escolha cuidada das pessoas para as diversas equipas. Não corram o risco de opções só por populismo e porque, simplesmente, uns querem. O populismo e o querer não chega. É preciso capacidade, consistência e acima de tudo, honestidade.
Se nada for feito, com a devida antecedência, tendo em consideração estas três qualidades, inesperadamente, em próximos atos eleitorais, a surpresa (passe a redundância) poderá ser ainda maior.
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