Estepilha: PSD esqueceu-se do CDS nos cartazes… mas os centristas fizeram barulho

Rui Marote
É caricato, mas é verdade. O PSD (que tem uma coligação com o CDS no Governo Regional) esqueceu-se dos centristas nos cartazes que espalhou pela cidade. O partido do centro não gostou e lá foram os cartazes para a Fundoa. Estepilha, pensavam que o CDS não faria barulho?! A lapa está bem agarrada à rocha.
O senhor das duas terras, o Hórus Vivo madeirense (que também manda no Porto Santo, não é o Alto Nilo e o Baixo Nilo) arrastará assim  até a “tumba” uma sigla que hoje não vale nada e já não representa o centro. Os cartazes do PSD -Madeira exibidos no centro do Funchal, de pré campanha “Mais saúde” , “Mais habitação” dispensavam esta sigla vendida ao partido que representa agora a direita madeirense.
Os líderes do partido moribundo dizem Amén  a tudo o que sai da Rua dos Netos em troca de ordenados chorudos na esfera governativa da RAM.
Reza a história: ”Roma traditoribus non premiae”(Roma não paga a traidores). Aqui é o contrário. Triste democracia que faz de traidores à causa primeva heróis. E agora?
Temos exemplos, e o Estepilha gosta de histórias : D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, casou-se em 1662 com o Rei Carlos II, tornando-se rainha da Inglaterra. Foi oferecido como dote 2 milhões de cruzados e cedência de Tânger e Bombaim; liberdade de comércio aos ingleses nas colónias portuguesas e em contrapartida ali poderiam continuar a praticar a religião católica e a Inglaterra auxiliaria Portugal no caso de ataque espanhol ou holandês.
Assim durante 30 anos viveu D. Catarina em Inglaterra. Foi pela sua mão que foi introduzida a moda do chá na corte britânica. Mas o casamento com D. Carlos II acabou por não dar os frutos que a coroa portuguesa desejava,  saldando-se pela perda das possessões cedidas e pela abertura do comércio das colónias a mercadores ingleses.
Para o moribundo CDS reza o velho ditado, perdem-se os anéis e ficam os dedos.
O Estepilha já viu este filme. Há que recordar que o padrinho da JPP de Santa Cruz foi o CDS, que patrocinou  cartazes e placares. Foi uma espécie de padrinho, como o Conde da Ponte, D. Francisco de Melo, a D. Catarina de Bragança.
O CDS ofereceu quadros do partido para concorrer nas listas do JPP, e que resultaram numa presidente da Assembleia Municipal e num vereador que ainda hoje ocupa esse cargo.
Tudo isto no período das vacas gordas… Hoje trata-se de um partido de mão estendida, comendo das migalhas da social democracia, que nem tem dinheiro para fazer cantar um cego muito menos para cartazes.
Mas o “Hórus Vivo” regional,  senhor da Madeira e Porto Santo, fez de Egas Moniz e honrou a palavra, mandando retirar todos os cartazes que terão como destino a reciclagem na Meia Serra. Será assim bem visível a sigla conjunta dos coligados, até que o previsivel divórcio aconteça. Estepilha, ai destino…

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