Sérgio Marques diz que houve notícias na imprensa regional que “já não são mais possíveis”; defende blogues e plataformas digitais

foto RTP-Madeira

“Hoje o que é que distingue o JM do Diário de Notícias?” A interrogação foi deixada por Sérgio Marques na audição de hoje na Assembleia Legislativa da Madeira. Felizmente, disse, há hoje outros órgãos e “blogues”, além das redes digitais, para dar informação às pessoas e para que cada um possa tornar conhecida a sua posição.

“As novas gerações se calhar já não lêem o Diário de Notícias” nem o JM”, disse o antigo membro do Governo, afirmando saber que as mesmas também “já não vêem televisão”. E se a credibilidade destes órgãos de comunicação social é menor, ainda menos os mais jovens os irão ler, segundo fez notar.

Sérgio Marques diz que a concentração destes meios de comunicação nas mãos de determinados grupos económicos não os beneficia em termos de pluralidade de informação, e que seria desejável outra solução, mas admitiu também não saber qual é. Mas é “um problema da democracia”.

Exibiu primeiras páginas do DN-Madeira que “acha que não seriam mais possíveis”, nomeadamente focando assuntos polémicos como os custos das operações portuárias ou os preços das mercadorias, ou ainda a extracção de inertes nas ribeiras. Tudo devido à concentração dos meios de comunicação madeirenses na mão de uns poucos empresários.

“O que eu vejo, é que os que visavam os interesses destes grupos económicos [comunicação social] hoje defendem-nos… e atacam-me. Porque eu ameaço os interesses destes grupos”, declarou.

“Já estou preparado para apanhar mais pancada”, acrescentou, lamentando que se ataque o “mensageiro” e não se aponte ao que as declarações do mesmo aportaram ao debate da realidade regional.

Sérgio Marques, no entanto, esqueceu que foi o mentor do MEDIARAM, um modelo de apoio à comunicação social que privilegia os dois grandes jornais em papel mas coloca uma série de entraves ao desenvolvimento de projectos jornalísticos das plataformas digitais.


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