“A menos de um mês do fim da prorrogação da concessão da Linha aérea Funchal-Porto-Santo-Funchal – que termina no final do próximo mês de fevereiro – e quando a própria companhia aérea em operação já suspendeu as suas reservas de voos para além da data da atual concessão, é de lamentar que, mais uma vez, o Governo da República, não tenha sido capaz de acautelar atempadamente a renovação do serviço público para garantir a operacionalidade desta rota”, afirma Patrícia Dantas que, considerando esta situação inaceitável, avança que irá questionar o Ministro das Infraestruturas através da Assembleia da República sobre o ponto da situação nesta matéria e sobre se há, ou não, um efetivo compromisso, por parte do Estado, com vista à sua resolução.
Patrícia Dantas que, a este propósito, lembra que, mais de um ano antes do fim da concessão, os deputados do PSD/Madeira eleitos ao parlamento nacional, o Governo Regional e a própria Assembleia Legislativa Regional alertaram para esta situação, tornando-a “ainda mais incompreensível e sem espaço para desculpas”. Isto, frisa, para além do próprio presidente do PS/Madeira, em plena campanha eleitoral, há um ano, em Porto Santo, ter dito “que o concurso em causa seria lançado atempadamente” e aquilo que sucede “é que passou um ano e ainda nada aconteceu”.
“Este é só um exemplo de um caso de incúria e de desleixo do PS que deixa antever o que aconteceu em 2017 e 2018, em que houve seis processos administrativos de adiamento da concessão, ficando as ligações do Porto Santo sem qualquer previsibilidade e afetando, obviamente, desta forma, os cidadãos residentes e a própria economia local”, disse, ainda, a deputada eleita pelo PSD/Madeira à Assembleia da República, vincando que “o povo Madeirense não quer nem pretende garantias ou avisos pela comunicação social, o que o povo da Madeira quer é a resolução concreta dos seus problemas, quer que o Governo da República governe”.
Deputada que, a finalizar, critica a falta de compromisso nesta e em outras situações que se prendem com a Região e sublinhando que os “casos e casinhos” que têm marcado a agenda nacional do Governo, bem como a consequente alienação total da realidade, não podem servir de desculpa para o adiar progressivo das soluções que estão em falta com os Madeirenses.
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