BE denuncia baixos salários e falta de defesa da população contra a inflação

O Bloco de Esquerda associou-se à campanha nacional do partido “Demais é demais”, e esteve em contacto com a população junto do hipermercado Continente, em São Martinho.

“Ouvimos muitas reclamações e descontentamento com os sucessivos aumentos dos preços dos bens alimentares em contrapartida com os baixos salários que recebem, que quase não dá para pagar todas as contas e que tem de ser muito, mas muito esticado que conseguir chegar ao final do mês”, refere um comunicado do BE.

“Aliás foram sempre os salários e as pensões a pagar todas as crises. Foi sempre quem trabalha a sofrer os cortes e a suportar os aumentos dos preços de bens e serviços essenciais. Em todas as crises assistimos ao  aumento das desigualdades e do fosso entre ricos e pobres”, denuncia este partido de esquerda.

O remédio aplicado foi sempre o mesmo e não resultou, nem tão pouco é a solução para combater a inflação, que já existe, e a subida especulativa de preços.

“Precisamos de outra receita e para isso é necessário coragem política para implementar medidas que defendam a população, que defendam os trabalhadores e os pensionistas. Que coloquem as pessoas e as famílias à frente do capital e dos interesses económicos”, referiu.

“E porque demais é demais, é urgente controlar os preços dos bens alimentares essenciais. Foi possível fazê-lo durante a crise pandémica; é possível fazê-lo agora e temos de o fazer já. É necessário aumentar salários e pensões. As e os portugueses que vivem do seu salário ou da sua pensão não precisam de esmolas, precisam sim de salários dignos, que lhes permitam pagar as suas contas e colocar comida na mesa o mês inteiro”, entende o BE.

O partido não entende “a resistência do Governo em taxar os lucros escandalosos do sector energético e da grande distribuição, que distribui, pelos seus accionistas, dividendos que resultaram do empobrecimento da população”.

“Como não aceitamos a resistência do Governo Regional da Madeira em não utilizar todos os instrumentos que a autonomia lhe dá para ajudar a sua população em mais este momento tão difícil”, concluiu o Bloco, que entende que quem governa a Madeira “tem poder para baixar as taxas do IVA, para aumentar o salário mínimo regional, para aplicar a gratuitidade das creches e dos transportes públicos para todos os estudantes, por exemplo. Se não o faz é porque não quer”.