PAN Madeira está preocupado com o glifosato

foto PAN

Nos últimos fins-de-semana o PAN Madeira tem visitado várias freguesias da região e dialogado com a população local sobre o uso de pesticidas, herbicidas e outros produtos nefastos para a saúde humana. Isto no seguimento da divulgação do estudo divulgado pela “Pesticide Action Network” PAN-Europa, onde em 85% das peras portuguesas testadas e 58% de todas as maçãs testadas foi encontrada contaminação por pesticidas perigosos.

Na sequência do apurado na Madeira, o PAN Madeira anuncia que vai remeter aos secretários Regionais da Saúde, da Agricultura, do Ambiente, da Educação e do Mar, assim como a todos os municípios da RAM, um conjunto de propostas..

O PAN Madeira defende uma redução drástica da exposição dos habitantes da Madeira e do Porto Santo ao glifosato e que seja reduzida significativamente a venda deste herbicida para usos não profissionais.

O PAN Madeira questiona o secretário regional da Agricultura o porquê de se manter à venda na região um produto – Glifosato -, quando este está classificado pela Organização Mundial de Saúde como carcinogéneo provável para o ser humano.

O PAN pretende que:

1º – seja feita uma análise obrigatória mensal da presença de glifosato em todas as captações de água de consumo;

2º – seja proibida a venda de herbicidas com glifosato para uso não profissional, e que sejam acessíveis apenas a agricultores certificados;

3º – seja realizado um estudo abrangente da exposição dos habitantes da Madeira e do Porto Santo ao glifosato;

4º – seja deliberado (pelo Governo Regional e municípios) o fim do uso de herbicidas sintéticos na limpeza urbana (já existem alternativas não sintéticas bem como outras técnicas tipo monda mecânica e térmica);

5º – seja criada uma linha de o apoio aos agricultores na transição para uma agricultura pós-glifosato;

6º- seja estimulado o consumo de alimentos biológicos (principalmente nas refeições escolares e hospitalares).


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