Filipe Sousa comenta números e factos sobre a AMRAM respondendo a Calado

A Câmara Municipal de Santa Cruz abordou notícias vindas ontem a público a propósito da AMRAM, pelo que o edil santacruzense, Filipe Sousa, disse que “o actual presidente, Dr. Pedro Calado, não responde a  correspondência institucional dos  seus associados, mas é célere a responder  pelos jornais”.

É que, diz Filipe Sousa, “existe uma diferença bastante grande entre aquilo que o Dr. Pedro Calado diz ser denegrir a imagem da AMRAM e reivindicar que a AMRAM cumpra o seu papel e a defesa intransigente dos seus associados e dos interesses destes. É isso que tenho feito. Se o Dr. Pedro Calado considera que eu estou a denegrir a AMRAM tem bom remédio e até tem meios institucionais para a reagir em conformidade já que os estatutos da AMRAM prevêem a pena de expulsão”, refere.

“Mas, mais importante é irmos a números, já que eles parecem ser o território privilegiado do Dr. Pedro Calado, que veio a público com supostos lucros de Santa Cruz com a pertença à AMRAM, curiosamente todos eles ‘conquistados’ fora do ‘reinado’ do Dr. Pedro Calado. E, pelo menos um deles, já completamente vencido. Falo dos projectos em matéria de Recolha e Deposição de Resíduos Sólidos, uma vez que na Madeira a maioria dos Municípios entregou  este sector crucial da sua ação a uma empresa pública a ARM, com o beneplácito da AMRAM. Apenas poucos  municípios ficaram à margem, defendendo os interesses dos seus munícipes, e ainda hoje são prejudicados por essa posição, na medida em que o acesso aos fundos europeus para o sector da água e dos resíduos são açambarcados por concursos feitos à medida da ARM”, acusa o presidente da CMSC.

“Diz o Dr. Pedro Calado que Santa Cruz beneficiou, com a sua pertença à AMRAM, de um valor superior a 1,8 milhões de euros em projectos e investimentos. E digo eu que Santa Cruz já perdeu e está a perder mais de 6 milhões com a circunstância da AMRAM não estar a defender os seus associados nos dossiers que devia e que são importantes e alguns deles mesmos estratégicos”, retruca Filipe Sousa.

Avança mesmo alguns exemplos:

“- 1, 6  milhões de euros do IRS no que diz respeito a Santa Cruz, que o Governo Regional continua a reter ilegalmente, aos quais se juntam muitos mais milhões relativamente aos restante Municípios. Uma bandeira que  devia ser uma prioridade para a AMRAM, mas em relação à qual o que vigora é um quase silêncio;

– Iluminação pública nas estradas regionais que  é suportada pelos Municípios, que no caso de Santa Cruz  corresponde a 100 mil euros por anos, totalizando meio milhão de euros desde 2017. A AMRAM devia defender que o Governo pagasse a luz das  vias rodoviárias sob sua alçada;

– IVA para os municípios da RAM, também retido pelo Governo Regional. No nosso caso estamos a ver à distância mais de 600 mil euros;

– Perdas no acesso a fundos comunitários por via de avisos feitas à medida da ARM, para financiamento das perdas de águas – mais 4 milhões no caso de Santa Cruz. Outra bandeira que a AMRAM deveria defender.

Penso que em termos de benefícios e lucros estamos falados”, conclui.


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