Polícia Florestal justifica acção de apreensão de caprinos: estavam em área de Laurissilva

Foto IFCN

A versão do Corpo de Polícia Florestal sobre uma acção desenvolvida hoje justifica uma acção publicamente criticada pelos pastores. Refere a nota da Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, que tutela esta polícia, que a mesma realizou hoje, no Curral das Freiras, concelho de Câmara de Lobos, “uma acção de captura de animais da espécie caprina, em estado selvagem, que se encontravam a apascentar em flagrante contra-ordenação em áreas de difícil acesso junto a uma cabeceira da Ribeira do Cidrão, colocando em causa a conservação do solo, das águas e do coberto vegetal em plena área de Floresta Laurissilva”.

“Estas acções da Polícia Florestal”, justifica o GR, “decorrem do disposto no artigo 23.º do Decreto Legislativo Regional n.º 35/2008/M, de 14 de Agosto, que prevê que os animais podem ser abatidos caso se torne impraticável ou perigosa a sua captura, sem prejuízo da respectiva contra-ordenação”.

No decorrer desta acção foram também identificados três presumíveis proprietários dos animais, adianta a SRAAC. O expediente contraordenacional segue agora os seus trâmites processuais.


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