
Pedro Calado não perdeu tempo e já anunciou que vai alterar a ciclovia na Estrada Monumental, considerada por muitos um grande “tiro no pé” por parte de Miguel Gouveia, quando estava à frente dos destinos do município. A Câmara Municipal do Funchal anunciou que vai alterar o projecto junto ao Hotel Baía Azul para permitir duas faixas de rodagem (Funchal-Câmara de Lobos e Câmara de Lobos-Funchal) como existia antes, evitando desta forma que os automóveis que venham de Câmara de Lobos sejam obrigados a efectuar a descida pelo referido hotel.
A alteração anunciada pelo Presidente da CMF, implica que a ciclovia seja suprimida em cerca de 100 metros, podendo-se no futuro retomar o projecto se forem encontradas soluções urbanísticas, que envolvem, neste momento, três imóveis a Norte da Estrada Monumental, refere a CMF em comunicado.
Durante a campanha eleitoral, Pedro Calado já tinha assumido o compromisso de encontrar uma alternativa para o problema de congestionamento de trânsito que se verifica actualmente naquela área.
O edil considera urgente tomar nesta altura uma decisão em termos de futuro, tendo em atenção o previsível aumento de habitações que serão construídas naquela zona oeste. Para Pedro Calado, não fazia sentido nenhum, atendendo à limitação das faixas de rodagem, estar a privilegiar um circuito de ciclovia em detrimento da circulação automóvel, que é neste momento uma necessidade de toda a população. As obras estiveram paradas, mas já foram retomadas. A conclusão está prevista para fins de Janeiro, inícios de Fevereiro, aproximadamente.
Pedro Calado anunciou ainda que após concluída esta empreitada, abrirá novo procedimento concursal, para retirar os separadores centrais e os pinos no trajecto da ciclovia na Ponte do Ribeiro Seco, criando aí uma faixa privilegiada para a circulação de veículos prioritários e transporte de passageiros, obra que prevê ficar concluída em Março do próximo ano.
“Não podemos fazer mais cedo, porque estamos a falar de uma obra que tinha o visto do Tribunal de Contas e, legalmente, somos obrigados a cumprir prazos e procedimentos, mas temos que rectificar urgentemente aquilo que não foi bem feito”, salientou.
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