
O presidente do parlamento regional incluiu hoje Manuel Pestana dos Reis entre os “madeirenses ilustres, “de entre os portugueses os melhores”, que honram a Madeira e orgulham Portugal”, na cerimónia de lançamento do livro “Autonomia da Madeira”, daquele autor, na ALRAM, na presença do presidente da República e do primeiro-ministro, do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, do Núncio Apostólico, do presidente do Governo Regional, de diversos magistrados e outras entidades civis, militares e religiosas.
José Manuel Rodrigues enumerou ainda o padre Manuel Álvares, João Fernandes Vieira, herói de Pernambuco, o bacteriologista Câmara Pestana, o general José Vicente de Freitas, Alberto João Jardim, o escultor Francisco Franco, o poeta Cabral do Nascimento, o cantor Max, o actor Virgílio Teixeira, a pintora Marta Telles, a artista plásticas Lourdes Castro, o historiador Joel Serrão, o jornalista Vicente Jorge Silva, o poeta Herberto Helder, o cardeal e autor Tolentino Mendonça, a designer Nini Andrade Silva e o futebolista Cristiano Ronaldo, para dizer que Portugal seria mais pobre sem eles.
“A participação das mais altas figuras do Estado português nesta cerimónia é a demonstração inequívoca de que a Autonomia é um dos grandes florões da Democracia e uma das enormes realizações do Portugal europeu, moderno e desenvolvido”, declarou. “Se no passado subsistiram dúvidas ou desconfianças, elas foram derrubadas pela forma abnegada e entusiástica como madeirenses e açorianos souberam construir Portugal no Atlântico nos últimos 45 anos”, acrescentou, utilizando uma expressão amplamente usada, no seu tempo, pelo antigo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim.
Por entre elogios à Autonomia, exaltou “este Manifesto (…) da autoria de Manuel Pestana dos Reis, elaborado há quase 100 anos, os ilhéus, na Monarquia ou na República, sentiam que o poder, centralizado em Lisboa, ignorava, esquecia e, muitas vezes, não compreendia aquelas que eram as necessidades, os anseios e prioridades dos arquipélagos”.
“Daí”, acrescentou, “que este político madeirense tivesse defendido de forma visionária, vai para um século, a criação de um órgão legislativo, de um órgão executivo e de um Representante do Estado na Madeira, solução que veio a ser consagrada na Constituição de 1976”.
Defendeu, de seguida, uma revisão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, que considerou injusta nos moldes actuais, sendo “uma fonte permanente de divergências e de conflitualidades que podem e devem ser ultrapassadas em nome dos valores da solidariedade e da coesão nacional”.
“Todas as forças políticas representadas neste Parlamento convergem na necessidade da sua revisão e chegaram a um acordo sobre uma proposta de lei que será enviada à Assembleia da República”, salientou, referindo ainda que o Parlamento dos Açores acompanha esta pretensão da Madeira, havendo o desejo de que se possa elaborar um documento comum e de consenso entre as duas Regiões Autónomas.
“A Madeira acaba de completar 600 anos e a nossa história é um universo de insularidades que fomos construindo e espalhando pelo Mundo. A partir desta pequena ilha, achada e povoada pelos portugueses, fomos capazes de misturar culturas, cruzar civilizações e levar a portugalidade e a Cruz de Cristo pelos novos Mundos”, enfatizou ainda José Manuel Rodrigues, que prosseguiu para elogiar os emigrantes madeirenses espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Por outro lado, realçou o facto de que “as ilhas valorizam significativamente a dimensão atlântica de Portugal e de que a sua posição geoestratégica e as águas da sua Zona Económica Exclusiva são uma importante mais-valia para a afirmação do país na Europa e para a ligação do Velho Continente a África e às Américas, uma realidade reforçada com a saída do Reino Unido da União Europeia”.
Reafirmou, por outro lado, que a portugalidade dos madeirenses é indiscutível e o sentimento de pertença à Pátria é inquestionável; mas, alertou, “que também ninguém duvide do nosso querer, da nossa força em lutar pelo aprofundamento da Autonomia, como meio para melhorar a qualidade vida do nosso povo”.
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