JPP quer campanha turística junto ao mercado nacional

 

O JPP considera que a pandemia da COVID-19 e os seus efeitos colaterais na economia exigem não apenas abordagens eficazes em termos de saúde pública, mas também medidas capazes de atenuar o impacto que todas estas circunstâncias extraordinárias estão a ter na quase total destruição de sectores que eram o garante da economia.

No caso da Madeira, o Turismo e similares, os sectores com mais peso na nossa economia e, consequentemente, no emprego, sofreram um rude golpe com graves consequências sociais que tendem a agravar-se, refere um comunicado do partido.

“Não podendo a Região controlar ou alterar as medidas macro que estão a ser seguidas, pode, contudo, tentar uma estratégia de atenuação tendente a recuperar e manter, ainda assim, a dinâmica possível de mercado”, refere-se na nota.

“Tempos extraordinários exigem respostas extraordinárias. Assim, a par com o trabalho de controlo da pandemia que está a ser feito no Aeroporto Internacional da Madeira, e na criação de uma ideia sustentada no lema ´Madeira Safe to Discover’, a qual, no entanto, esbarra com medidas restritivas de alguns estados membros da UE, há talvez que apostar em novos nichos de mercado e numa nova estratégia de atractividade, também ela adaptada aos tempos difíceis que estamos a viver”, defende o partido.

Neste sentido, o JPP defende que uma das possibilidades de potenciar a aposta na criação de uma marca de destino seguro, seria uma campanha especialmente dirigida ao mercado nacional, com a criação de viagens a preços reduzidos, nomeadamente criando um sistema que permitisse aos cidadãos portugueses usufruírem do mesmo preço de bilhete estipulado para os madeirenses.

Esta estratégia permitiria não apenas adaptar o mercado à perda de rendimentos de muitos dos portugueses, mas também garantir um nicho de turismo nacional que em muito beneficiaria o setor da hotelaria e similares.

“A situação pandémica no país tende a estabilizar o que juntamente com as medidas de controlo instauradas no Aeroporto Internacional da Madeira, converge para um fluxo de passageiros em trânsito com um carácter de segurança razoável e com a garantia de alguma dinâmica extra na paragem económica que o sector do turismo madeirense tem vindo a registar”, diz o Juntos pelo Povo.

Para esta estrutura política, a uniformização do preço do bilhete para o valor do bilhete cobrado aos residentes seria uma forma de recuperar alguma da dinâmica dos fluxos turísticos em condições vantajosas para quem nos visita e criando, ao mesmo tempo, uma recuperação pela qual anseiam os empresários do setor da hotelaria e similares e muitas das famílias que têm nesses setores a sua única fonte de rendimento.