Lançado livro com escrita dramática de Eugénia Rego Pereira

Hoje, no evento “Direitos e Livros” decorreu o lançamento do segundo volume da Colecção Baltazar Dias, dedicado a Eugénia Rego Pereira.

Eugénia Rego Pereira foi professora de dança no salão de sua casa, à Rua do Bispo e no Colégio Lisbonense, no Funchal. As suas aulas eram frequentadas pela melhor sociedade madeirense, entusiasmada com músicas em moda na época, refere uma nota da CMF.

Iniciou a sua escrita dramática em 1909 e deixou dez volumes inéditos e manuscritos com dezoito peças de teatro. Eugénia Rego encenava as suas operetas, fantasias, revistas, féeries e comédias, que eram representadas no Teatro Municipal Baltazar Dias. Rodeou-se de verdadeiros artistas, como os músicos César Gonçalves e Dário Flores, e dos cenógrafos Henrique Martins e Alberto Freitas.

A Colecção Baltazar Dias pretende recuperar e dar a conhecer aos leitores o rico património de escrita de teatro que a Região possui.
Neste volume, os leitores poderão encontrar:
– “Um Arraial Madeirense – Costumes Madeirenses”, como representação do tipo da vivência dos madeirenses;
– “Sol e Gelo”, uma fantasia que é também uma reflexão sobre a transitoriedade da vida;
-“Asas Misteriosas”, um alegoria onde os sentimentos falam por si;
– “Espuma de Champagne”, um viagem em que acompanhamos as tribulações de um Pierrot no mundo dos sonhos;
– O drama da “Ana Maria, da perda e reencontro com final feliz;
– “Hotel de Descanso”, uma comédia onde há de tudo, menos, claro, o descanso;
– “Na Hora Precisa”, onde vivemos as tramas e mentiras do high-life madeirense ou de qualquer lugar.
Na época, as suas peças representavam um momento especial na vida cultural funchalense e rapidamente recebiam o louvor da imprensa contemporânea, relembra a Câmara do Funchal em comunicado de imprensa.
“Apesar das forças inexoráveis do tempo provocarem mudanças nos gostos, e isso ter remetido a obra dramática de Eugénia ao esquecimento, a CLEP-UL- Pólo Uma, a ADEGI e o Teatro Municipal Baltazar Dias querem dar a conhecer, em forma de louvor e celebração, tanto o teatro na Madeira, como também a extraordinária mulher que Eugénia Rego Pereira foi”, refere uma nota.
Este é um livro coordenado pelas docentes Luísa Paolinelli e Cristina Trindade, com o apoio de Carlos Barradas e Cláudia Neves. Trata-se de uma edição da Câmara Municipal do Funchal, com a chancela da Imprensa Académica.