PS considera premente “normalizar os serviços” de saúde prestados à população

Os deputados do PS Madeira estiveram hoje frente ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, numa conferência de imprensa na qual consideraram premente normalizar os serviços prestados à população, depois dos mesmos terem sofridos algumas alterações e paragens fruto da situação epidemiológica. Os socialistas frisam que esta situação agrava mais as longas listas de espera para cirurgias, exames e consultas.

O deputado Élvio Jesus considerou que “com esta pandemia o SESARAM ‘fechou-se’ e, se inicialmente, se compreendia a razão desta situação, por falta de equipamentos, pelo receio, pela falta de informação que havia na altura, rapidamente nos apercebemos que exageraram”.

Diz assim que “em muitos serviços alguns profissionais cancelaram consultas, cirurgias, tratamentos, adiaram-nos por tempo indeterminado e, em muitos casos, fizeram ser critério, quase que exclusivamente, consultas por telefone”. Ora, tal, no seu ponto de vista, agravou mais ainda os ‘crónicos’ problemas da Saúde na Região, deixando a população sem resposta “aos seus problemas”.

O parlamentar aponta também que “os profissionais não foram tratados de forma equitativa”, seja “nas condições de trabalho, nas remunerações, no acesso a equipamentos de protecção individual e em relação aos seus fardamentos habituais”.

Por isso os socialistas têm apresentado propostas no sentido de modificar estas e outras situações de forma a garantir que a população tenha acesso aos cuidados de saúde que necessita”, nomeadamente “às consultas, aos exames e às cirurgias e aos tratamentos necessários em tempo útil”.

Ao nível da acção parlamentar desenvolvida pelo PS, destacou os dois pedidos de audição parlamentar à presidente do SESARAM, tendo, em ambos os casos, sido inviabilizado pelo PSD. O intuito era explicar o ponto de situação relativamente às listas de espera e às perspetivas que o SESARAM tem para minimizar esta situação”.

Na oportunidade, o deputado Élvio Jesus aproveitou para deixar uma mensagem sobre o Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado ontem, dia 10 de Outubro.

“Gostaríamos de felicitar todas organizações e profissionais envolvidos nesta área, mas também gostaríamos de alertar para o muito que há para fazer em relação à psiquiatria e à Saúde Mental, nomeadamente no que diz respeito à continuidade de cuidados quando os doentes estão internados, à integração desses mesmos cuidados entre as diferentes equipas, serviços e organizações e o muito que há por fazer no que diz respeito à reintegração social e dependências”, disse.