Cafôfo defendeu hoje cinco pontos estratégicos para recuperar a Madeira

O presidente do PS-Madeira defendeu hoje, na conferência ‘Recuperar Portugal’, em Coimbra, cinco pontos estratégicos concretos para a recuperação da Madeira. Um deles, disse, é o investimento na qualificação e diversificação da nossa base económica. “Investir na academia regional, tendo como eixo estruturante a Universidade da Madeira, e empreender investimentos que possam por um lado melhorar a capacidade de atracção de empresas e investimento internacional, nomeadamente o novo Cabo Submarino, e implementar uma rede regional de 5G”.

Outro é a aposta definitiva e estruturante no Ambiente, “na preservação da nossa paisagem e recursos naturais, e na descarbonização da economia regional. A Madeira é uma referência turística pelas suas paisagens magníficas, pela floresta laurissilva única, e impõe-se investir na conservação da sua biodiversidade pois é retorno ambiental e económico futuro garantido”, assegurou. Defendeu igualmente um investimento definitivo nas redes de água e saneamento.

Para Cafôfo, outro eixo estratégico fundamental é o Mar, que “tem um potencial económico enorme, que terá sempre de ser paralelo com as preocupações ambientais”.

“Infelizmente”, salientou, “ao longo das últimas décadas por clara opção política regional, fragilizou-se o sector primário, desinvestiu-se na frota pesqueira, desapareceu qualquer indústria de transformação de pescado, e o shipping ainda não alcança todo o seu potencial, apesar do Registo Internacional de Navios”, declarou.

Cafôfo quer ainda aumentar a produção regional. “É fundamental canalizar fundos para um aumento efectivo e significativo da nossa área agrícola, da nossa produção pecuária, que foi sendo abandonada ao longo dos anos”, disse. Reconhecendo a necessidade de produzir alimentos de forma sustentável, adaptada a um clima em constante mudança, preservando os recursos e diminuindo a emissão de gases com efeito de estufa, recomendou, por outro lado, a adopção de modelos e métodos de produção focados em produtos sustentáveis e de alto valor acrescentado, e contribuir para um renovado desenvolvimento rural na RAM.

Por último, quer a “modernização das infraestruturas que permitam melhorar a competitividade da região, e não sirvam apenas para deitar betão para servir clientelismos”.

Falando do novo Hospital Central da Madeira, considerou-o “um dos maiores investimentos públicos no País nos próximos anos, e que totalizará cerca de 300 milhões de euros”, sendo “fundamental para no curto prazo criar directamente e indirectamente postos de trabalho e actividade económica, e dotar a Madeira de uma infraestrutura de Saúde de excelência”.

Lamentou os “atrasos e revezes” que o processo tem sofrido “de forma incompreensível por parte do Governo Regional”-

Falando do turismo, declarou :“Confiamos que o Governo da República, liderado pelo PS, irá considerar as Regiões Autónomas como uma prioridade nacional nesta fase de recuperação que enfrentaremos, pela sua importância e dimensão atlântica, pela importância no Turismo nacional, e também no sector primário. Da nossa parte, escrutinaremos naturalmente a acção do Governo Regional da Madeira, na qual não temos infelizmente muita esperança”.