
Foi construída com dinheiros da Comunidade Económica Europeia (CEE).
Foi visitada por mais de 15 mil pessoas na marina da EXPO’98, em Lisboa.
Hoje apodrece no estaleiro do Caniçal.
O “Maria Cristina II” é uma réplica milimétrica do original carreireiro que encalhou na praia, onde permaneceu durante muitos anos, até ser desmantelado e vendido para a Suíça.
“Carreireiros” são pequenas embarcações de madeira que faziam o transporte de mercadorias e de alguns passageiros entre a Madeira e o Porto Santo.
Até meados da década de 70 do século passado, as viagens eram longas e arriscadas.
Os carreireiros transportavam, para o Funchal, cal em pó e a conhecida e já extinta “água engarrafada do Porto Santo”. Para a Ilha Dourada seguiam géneros alimentares, combustíveis e roupas.
O “Maria Cristina II” não deixa de ser um dos mais emblemáticos carreireiros da ilha do Porto Santo.
Depois da Expo’98 regressou à Ilha Dourada, ao serviço do Clube Naval do Porto Santo.
Nessa altura fazia passeios marítimo-turísticos à volta da ilha e prestava assistência em provas de vela.
Sofreu uma avaria e rumou ao Caniçal onde, ainda hoje, permanece.
O Funchal Notícias passou este fim-de-semana pelo Caniçal e encontrou o “Maria Cristina II” nos Estaleiros Navais do Caniçal.
Recorde-se que, em agosto de 2010, já lá vão 10 anos, a CDU denunciou a desvalorização e abandono da embarcação carreireira que marcou a história das ligações marítimas entre Madeira e o Porto Santo.
Passaram 10 anos e ainda ninguém fez nada.
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