O prolongamento do prazo das candidaturas ao pedido único para os agricultores madeirenses e a atribuição de uma ajuda ou compensação directa e a fundo perdido aos produtores da floricultura regional foram questões colocadas, hoje, por Sara Madruga da Costa à Ministra da Agricultura, refere uma nota do PSD.
Em momentos de crise como o que actualmente vivemos, importa garantir que o sector primário e a produção agrícola regional não parem e que a nossa população continue a ter acesso a bens que lhe são essenciais, o que nos leva a reiterar a necessidade do reforço de cinco milhões de euros do POSEI para que a Madeira possa fazer face aos impactos da pandemia e proteja o interesse dos nossos agricultores”, afirmou, nesta terça-feira, a deputada Sara Madruga da Costa que, numa audição à Ministra da Agricultura, voltou a insistir numa questão “que, infelizmente, continua sem resposta por parte da República e que é da maior importância para este sector”.
Lembrando que a agricultura e o sector agroalimentar das Regiões Ultraperiféricas já estavam a ser penalizados pelo déficit dos apoios do POSEI e pela perspectiva de cortes dos montantes actuais, no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio com início em 2021, a social-democrata considera “essencial que o Governo da República reforce, em 2020, o POSEI RAM – Medidas de Apoio às Produções Locais”, reforço esse que o PSD considera que não poderá ser inferior ao montante do déficit financeiro em falta deste apoio em relação à Madeira, ou seja, no montante de cinco milhões de euros.
Sara Madruga da Costa aproveitou ainda para perguntar a Maria do Céu Albuquerque sobre o prolongamento do prazo das candidaturas ao pedido único na Madeira, questionando se o Governo da República “estaria ou não disponível para aceitar esse prolongamento e eliminar eventuais penalizações aos agricultores, dados os enormes constrangimentos da Covid-19”, tendo ainda perguntado se a República estaria disposta “a atribuir uma ajuda ou compensação directa e a fundo perdido aos cerca de 30 produtores da floricultura madeirense”.
“A verdade é que é essencial uma maior atenção a um sector que é vital para a Região e que, nesta fase, assume ainda maior importância, atenção essa que não se tem feito sentir”, concluiu a deputada madeirense.
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