
O madeirense Bernardo Trindade, administrador do grupo hoteleiro Portobay, vogal do conselho de administração da TAP e que já desempenhou as funções de secretário de Estado do Turismo, tem uma visão muito pragmática relativamente à retoma na atividade turística: “É um ano muito atípico e um ano em que precisamos muito da ajuda do Estado português, em particular na questão do lay off, referiu o gestor em declarações prestadas no âmbito de uma conferência promovida pelo Plubituris.
Considera Bernardo Trindade que “as empresas são instrumentais na manutenção dos postos de trabalho. São as empresas que criam emprego, não é o Estado. É essencial que assumamos um compromisso entre pares. Nós assumiremos o risco de termos ocupações muito baixas, no limite perderemos dinheiro, mas é importante do ponto de vista do setor público que haja um sinal claro de apoio à manutenção dos postos de trabalho. Nós faremos a nossa parte, estamos certos que o governo fará também a sua parte”.
Lembra que “90% da procura por Portugal chega por avião, desse ponto de vista o que temos vindo a verificar é que há disponibilidade para retomar por parte das companhias aéreas. Mas assistimos simultaneamente a um conjunto de efeitos interessantes. Companhias aéreas provenientes de países como o Reino Unido e Espanha começaram a planear a retoma, mas foram simultaneamente confrontadas com as decisões políticas do confinamento e da quarentena. Isso obstaculiza o cumprimento deste objetivo”.
Relativamente à retoma, as previsões são o que se esperava, “muitíssimo gradual”, defendendo a exploração do mercado interno: “Temos de olhar para a mobilidade interna e olhar para as comunidades emigrantes. É importante que as companhias olham para os nossos compatriotas em França, no Reino Unido, na Alemanha, na Suíça, e encontrem aí também bons estímulos para que a procura por Portugal e a região Norte possa ser uma realidade”.
Nesta iniciativa da Plubituris, Bernardo Trindade falou igualmente da TAP, considerando o papel fundamental da companhia no regresso das ligações aéreas. “Sabemos que as companhias aéreas, nomeadamente aquelas onde o peso da estrutura é maior, vivem uma crise muito acentuada. Todas em geral já requereram ajuda às instituições europeias e a TAP, em particular, vai fazê-lo previsivelmente entre o final de maio e a primeira quinzena de junho. Esperamos que essa resposta seja positiva e alinhada com aquilo que outras companhias aéreas têm sido beneficiárias”.
“Sabemos que no essencial este ano há que olhar muito e com muita atenção para o destino Portugal e as suas diversas regiões e a companhia de bandeira TAP não pode ser indiferente a este esforço e a sua atenção também tem de ser direcionada para a retoma dos nossos destinos nacionais”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






