“Parece que, agora, temos que reaprender a viver de um outro modo”, disse o Bispo do Funchal na Homilia do 5º Domingo de Páscoa

“Parece que o mundo parou há dois meses: ruas desertas, praças sem ninguém, fábricas sem produzir, portos sem barcos, aeroportos cheios de aviões parados… Mas Deus não parou. Continuou (e continua) a construir: em nós e connosco. O mundo quase parece que ficou com o conta-quilómetros a zero. Quase parece que, agora, temos que reaprender a viver de um outro modo”, disse o Bispo do Funchal, hoje, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, durante a Homilia do 5º Domingo de Páscoa, numa cerimónia que já contou com a presença de fiéis devidamente protegidos e cumprindo o distanciamento no dia em que as missas regressaram ao modo anterior, mas com menos presenças.

D. Nuni Brás questiona se “não será este um convite, uma oportunidade que Deus nos dá para, com Ele, construirmos um mundo em que Jesus seja, de facto, o Caminho, a Verdade e a Vida? Não será este um convite para propormos ao mundo inteiro a Vida plena e feliz que só Jesus pode oferecer? Não será este um convite para que nós, cristãos, mostremos a todos a realidade em que vivemos, iluminando-a com a luz de Cristo? Não será este um convite para propormos ao mundo o Caminho que leva à vida, e que é o próprio Jesus?”

“Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus, para anunciar os louvores daquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável” (1Ped 2,9) – dizia-nos ainda S. Pedro, sublinhando a nossa tarefa e a responsabilidade que recai sobre os cristãos: dar a experimentar ao mundo do nosso tempo que é possível e é bom tomar a sério a Jesus como Caminho, Verdade e Vida. Esse é o grande pedido que hoje Deus nos faz, a todos e a cada um.

O Bispo referiu que “nestes tempos de incertezas e medos em que vivemos, é importante escutarmos, do próprio Jesus, as palavras que acabaram de ser proclamadas: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). Jesus não diz que sabe o caminho; não diz que é dono da verdade; nem que cada um deve encontrar a vida que pensar ser a melhor. Jesus diz que Ele mesmo é “o Caminho, a Verdade e a Vida”.

Jesus é a vida. A nossa vida, e a vida em plenitude. Ele, em nós, é a Vida. E só nele a encontraremos. Uns poderão garantir-nos a sobrevivência (e, nestes dias que passámos, foi graças a tantos homens e mulheres que conseguimos viver). Outros poderão mostrar-nos uma parte da vida (desenvolvendo, por exemplo, a dimensão física, corporal do ser humano, como os atletas; ou, como intelectuais, a nossa dimensão de pensamento). Outros ainda poderão prometer uma sociedade um pouco melhor que aquela em que vivemos. Mas apenas Jesus se pode apresentar dizendo que é a Vida. A vida abundante, feliz, eterna. A meta que todo e qualquer ser humano procura e anseia”.


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