


Texto e fotos Rui Marote
Face à situação de pandemia da Covid-19, que afeta mais de 180 países em todo o mundo, o navio-escola Sagres é esperado no próximo domingo.
A Sagres recebeu ordem de regresso na altura que rumava à cidade do Cabo, na África do Sul. O navio saiu da capital portuguesa a 5 de Janeiro para uma viagem à volta do mundo que teria duração de pouco mais de um ano. Previa-se que o navio passasse por 22 portos de 19 países diferentes e que seria a “Casa de Portugal” durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, competição que foi cancelada. Já tinha feito escala em diversos portos, designadamente Tenerife (Espanha), Praia (Cabo Verde), Rio de Janeiro (Brasil), Montevideu (Uruguai). Buenos Aires (Argentina) e Cabo (África do Sul).
Nesta data, o navio escola deveria estar em rota para Singapura com chegada prevista a 20 de Maio. A interrupção da viagem “foi tomada na sequência das medidas de segurança que os diferentes países estão a adotar para protegerem os seus portos, Portugal incluído, limitando a atracação e desembarque de tripulações e passageiros de navios”, o que inviabiliza “o pleno cumprimento da missão”.
Por haver restrições de desembarque em muitos portos e cidades, e por ser desaconselhável a realização de visitas ao navio, o Ministério da Defesa Nacional entendeu que não estavam reunidas as condições para prosseguir esta missão de promover o nome de Portugal pelo mundo e de celebrar, junto das populações e da diáspora, o feito histórico da primeira viagem de circum-navegação, iniciada há 500 anos por Fernão de Magalhães”. O Governo considerou ainda que “a continuidade desta expedição poderia potenciar um maior risco de contágio entre os 142 elementos da guarnição, que se encontram bem de saúde”. A chegada está prevista para domingo, dia 10 de Maio. A tripulação não terá de fazer quarentena à chegada a Lisboa . Nenhum membro da guarnição apresenta sintomas da doença e a ultima vez que houve contactos com o exterior foi no Porto de Buenos Aires a 28 de de Fevereiro a 3 de Março . Na cidade do cabo mantiveram-se a bordo .
Todo o material de mantimentos embarcados neste porto de África foram desinfectados por uma equipa especifica e só depois carregado para o interior da embarcação .Se algum tripulante mostrar sintomas de uma gripe, a regra é a mesma no mar, o isolamento. A possibilidade de algum membro da guarnição estar infectado é miníma.
Nos meus planos tinha previsto estar em CEBU Filipinas a 24 de junho local onde o navegador Fernão de Magalhães perdeu a vida acompanhando as comemoraçÕes a bordo do veleiro uma vez que no passado ano os leitores do Funchal Noticias tiveram a oportunidade de ler diversas crónicas das Molucas.O maldito vírus atraíçou mas a fé não está perdida até breve.
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