Porto Moniz vai entregar máscaras dado que as do Governo ainda não chegaram

O presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz reafirma o seu descontentamento face ao Governo Regional, designadamente na falta de um serviço de urgência e na falta de máscaras prometidas pelo Executivo e que não chegaram ainda a muitas zonas da Região. “Para quando a reabertura dos Centros de Saúde e do Serviço de Urgências no concelho do Porto Moniz?”, deixa no ar o autarca.

Emanuel Câmara lembra que “embora se verifique a obrigatoriedade do uso de máscara, ao Porto Moniz não chegaram ainda as máscaras prometidas pelo Governo Regional, pelo que a Câmara Municipal se prepara para proceder à distribuição de uma máscara reutilizável por munícipe, após já o ter feito pelos colaboradores do Município e das quatro Juntas de Freguesia”.

O autarca lamentou a ausência do Senhor Secretário Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, cuja presença havia sido solicitada, na reunião anterior pelo Senhor presidente da Câmara Municipal de Santana.

Verificando-se a ausência do responsável pela tutela, o Presidente da Câmara solicitou ao Senhor Secretário Regional da Saúde que lhe transmitisse as preocupações do executivo da Câmara Municipal de Porto Moniz, apontando que nesta área, a Câmara tem desenvolvido como a aposta na “cedência gratuita de manuais escolares e cadernos de atividades, do 1.º ao 12.º ano; comparticipamos 50% da mensalidade da creche e atenção que já o fazemos desde que os valores a pagar eram, no nosso entender, exorbitantes; todos os alunos do concelho beneficiam de transporte escolar gratuito; atribuímos prémios de mérito a todos os anos de escolaridade.

Emanuel Câmara lembra que “no Ensino Superior, aumentamos a bolsa para 1500 euros anuais e fazemos o reembolso de duas passagens aéreas. Uma autarquia que investe na Educação e que se mostra sempre recetiva a apoiar todas as iniciativas promovidas pelo estabelecimento de ensino merece ficar a  saber, pela comunicação social, das necessidades dos alunos do concelho no que diz respeito a equipamento informático que possibilite uma participação ativa e efetiva nas aulas não presenciais? Custaria muito, num trabalho de parceria e colaboração, para a importância do qual já se alertou em reuniões anteriores, a autarquia ter sido informada, procurando-se saber de que forma poderia ajudar a colmatar as necessidades diagnosticadas?

– De que forma foi efetuado o levantamento dessas necessidades? É pertinente que se coloque esta questão porque nos têm chegados muitos relatos de encarregados de educação que dizem que os seus educandos não dispõem de computador ou internet e que ainda assim não fazem parte da lista de alunos sinalizados pelo estabelecimento de ensino.

– A Secretaria Regional da Educação não irá assegurar, junto com o estabelecimento de ensino, ao menos uma refeição por dia para os alunos que dela necessitem?

– Se para a maioria dos alunos o regresso às aulas será só em setembro, significa que estas crianças ficarão quase seis meses sem que o estabelecimento de ensino lhes assegure uma refeição quente por dia?

 

 


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