Pedro Ramos alinha pelo mesmo diapasão do seu colega de Governo Regional, Eduardo Jesus: quer ver a Madeira tornar-se uma das primeiras regiões do mundo a atrair turistas, baseando-se numa estratégia “Covid-Safe” assente no cumprimento de escrupulosas regras sanitárias e, ao mesmo tempo, impulsionada pelo facto de até agora ter conseguido conter cuidadosamente a expansão da pandemia, sem registar nenhum morto. O turismo, adiantou, é uma actividade que “queremos muito reiniciar”, até dado o seu peso crucial na economia da Região; porém, tudo isso está dependente das indicações e autorizações que forem dadas pelas entidades internacionais e nacionais para o retorno da abertura de fronteiras e da operacionalização das linhas aéreas, pelo que tudo está ainda em estudo e análise. O secretário regional da Saúde e Protecção Civil não deixou, todavia, de mencionar, a este respeito, os elogios e agradecimentos que foram dirigidos à Madeira pela embaixadora da Holanda, que considerou que os turistas holandeses que cá estiveram e inclusive tiveram de cumprir quarentena em hotéis “foram muito bem tratados”.
As regras relativamente à recepção de visitantes no âmbito dessa estratégia Covid-Safe de turismo que visa primordialmente o mercado nacional e depois o internacional até podem ser de algum modo flexibilizadas, admitiu o governante, mas ao mesmo tempo, deu conta da necessidade de as entidades regionais prosseguirem um “controlo rigoroso” do modo como as actividades económicas paulatinamente vão sendo abertas e se desenvolvem.
Recorde-se que, conforme o FN já abordou em diferentes reportagens, a ideia do turismo Covid-Safe conforme é preconizada pelo secretário do Turismo, Eduardo Jesus, é mais exequível de ser aplicada nos hotéis, conforme opiniões de quem trabalha no sector e inclusive do Sindicato da Hotelaria. Todavia, nos sectores paralelos, por exemplo das actividades marítimo-turísticas e de montanha, vários são os empresários que consideram muito difíceis de aplicar as regras defendidas pelo governo e pelos hoteleiros, de distanciamento social e medidas sanitárias apertadas. O trabalho desenvolvido por tais empresas com um número mais reduzido de pessoas não é susceptível de gerar volume suficiente de receitas para compensar manter as empresas abertas, declararam vários destes empresários ao Funchal Notícias.
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